Sector do estacionamento perdeu quase um terço da faturação em 2020

No mercado ibérico, o volume de negócios associado ao aluguer de lugares de estacionamento em estrutura registou uma quebra de 35,9%, para os 572 milhões de euros, enquanto a gestão de lugares em zonas reguladas à superfície representou 248 milhões de euros, menos 27,7%.

Câmara Municipal do Porto

Em Portugal, a faturação do sector do estacionamento em 2020 (aluguer de lugares de estacionamento em estrutura e gestão de lugares em zonas reguladas à superfície) deverá ficar pelos 95 milhões de euros, o que representa uma queda de 31,7% face ao ano anterior, de acordo com um estudo sectorial conduzido pela Informa D&B.

A consultora aponta para que a faturação do sector recue 34% na península ibérico, para os 820 milhões de euros. Em 2020, Espanha representou 88% do mercado ibérico e sentiu uma descida de 33,9%, para os 725 milhões de euros.

Ainda no mercado ibérico, o volume de negócios associado ao aluguer de lugares de estacionamento em estrutura registou uma quebra de 35,9%, para os 572 milhões de euros, enquanto a gestão de lugares em zonas reguladas à superfície representou 248 milhões de euros, menos 27,7%.

A evolução negativa, segundo a consultora, está “diretamente relacionada com o forte impacto da pandemia de Covid-19 na atividade económica e na mobilidade da população, com grande incidência na procura de estacionamento nos aeroportos e nas infraestruturas de transportes terrestres”.

Como consequência do prolongamento da crise sanitária e dos seus impactos na economia, a recuperação em 2021 não será tão robusta como chegou a ser previsto há alguns meses atrás, alerta a Informa D&B.

O conjunto do estacionamento em estrutura e do estacionamento em zonas reguladas à superfície é operado por quase mil empresas e grupos de empresas, que exploravam no final de 2020 um total de 1,8 milhões de lugares, dos quais 1,5 milhões estão localizados em Espanha e 322 mil em Portugal.

A consultora afirma ainda que “o processo de concentração da oferta tende a intensificar-se, devido às operações de aquisição efetuadas pelos grandes grupos do sector”. Em 2020, os cinco principais operadores detinham uma quota conjunta no mercado ibérico de 47%.

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