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Seguro pede aos portugueses para irem votar e dizer “quem querem para Presidente”

As primeiras palavras do candidato mais votado na primeira volta foram de condolências à família do bombeiro que morreu em Campo Maior na véspera e também de solidariedade a todas as famílias afetadas pelo mau tempo.
José Coelho/Lusa
8 Fevereiro 2026, 11h03

O candidato presidencial António José Seguro pediu hoje aos eleitores que aproveitem “a aberta no mau tempo” para ir votar e dizer “o que querem e quem querem para Presidente da República”.

Seguro votou na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, pelas 10:30, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, e, à saída, em declarações aos jornalistas, as primeiras palavras foram de condolências à família do bombeiro que morreu em Campo Maior na véspera e também de solidariedade a todas as famílias afetadas pelo mau tempo.

“Eu espero que esta abertura de tempo permita que as pessoas venham votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide mesmo o futuro do nosso país”, apelou, considerando que esta é uma decisão “muito importante”.

O candidato mais votado na primeira volta das presidenciais deixou um apelo às pessoas para que se dirijam às urnas e “venham dizer o que querem e quem querem para Presidente da República”.

“Nós só saberemos isso no final do dia. O meu apelo enquanto as secções estiverem abertas é que as pessoas venham votar”, respondeu, quando questionado sobre se temia uma abstenção superior à da primeira volta.

Seguro fez reiterados apelos à participação e pediu que os portugueses aproveitem “esta janela de bom tempo para poderem exercer aquele que é um direito conquistado com muito trabalho”.

“O meu apelo é muito simples: a todos os portugueses, não deixem que escolham por vós. Saiam de casa e venham votar. Votem, votem, votem, votem, votem. Essa é a melhor homenagem que podem fazer à democracia”, pediu.

No “dia da democracia, em que todos os portugueses devem exercer o seu direito de voto”, o ex-líder do PS disse aos jornalistas que ainda ia “tomar o pequeno-almoço”, depois terá “um almoço de família, como sempre”, para durante a tarde se preparar, receber os resultados e ir para o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde será de novo a sua noite eleitoral, “para estar com os apoiantes e fazer uma declaração ao país”.

A sala da escola onde Seguro votou, a mesma da primeira volta, estava hoje muito mais cheia de jornalistas, repórteres de imagem e fotojornalistas do que em 18 de janeiro, e, até chegar ao momento em que pôde colocar ‘a cruz’ no boletim de voto – meia hora depois da hora inicialmente prevista -, parou várias vezes para cumprimentar pessoas e até tirar fotografias.

As assembleias de voto abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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