Seis dicas para gerir o fim das moratórias

O Doutor Finanças explica como se preparar para o final das moratórias bancárias, cuja finalidade está prevista para este ano.

O Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, deixa seis dicas aos consumidores sobre como podem se preparar para o fim das moratórias públicas que vão terminar este ano.

“Na verdade, não poderemos viver sob moratórias durante muito mais tempo. Pelo menos, não desta forma generalizada. Porque este cenário não seria uma cura, seria um acumular de problemas maiores, com custos para todos nós. O fim das moratórias está a causar algumas angústias a muitas famílias. Mas é preciso manter a calma. Há soluções para evitarmos o pior cenário. É preciso perceber o contexto e depois avaliar as possibilidades”, disse Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.

O pior que pode fazer é entrar em incumprimento, o que não vai permitir a transferência de crédito para outras instituições. Nestas situações, o poder de negociação para com as instituições de crédito com as quais tem contratos ficará fragilizada.

Por outro lado, “os bancos são, atualmente, obrigados e tentar encontrar soluções para cada caso. Os consumidores estão hoje mais protegidos do que, por exemplo, na crise financeira de 2011”, segundo Rui Bairrada.

Seis dicas para gerir o fim das moratórias

1 – Renegociar as condições contratuais com o banco

O Doutor Finanças aconselha a que se tenha uma conversa prévia com o nosso banco, no sentido de expor o nosso caso e tentar renegociar. Temos diversas possibilidades: rever as condições do nosso contrato, nomeadamente a taxa de juro praticada; os nossos seguros, cujos prémios podem já não fazer sentido; ou questionar o banco sobre a possibilidade de alargar o prazo do contrato.

Se estas soluções não forem suficientes, a recomendação do especialista em finanças pessoais e familiares vai no sentido de avaliar cenários mais extremos.

2 – Ponderar uma carência de capital

É possível questionar o banco sobre a possibilidade de gozar de uns meses de carência de capital, uma solução que pode representar um alívio financeiro imediato. Ou seja, não amortizar dívida durante alguns meses pagando apenas juros. Na verdade, é idêntico a uma das opções das moratórias que estão a chegar ao fim, mas, neste caso, é uma solução feita à medida.

3 – Avaliar a possibilidade de um diferimento de capital

Esta solução implica deixar para a última prestação uma parcela significativa do crédito, mas alivia o encargo atual.

“Todas estas soluções são apenas possibilidades que pode ter em conta. Mas terão sempre, mas sempre, de ter o acordo do seu banco. Se a instituição considerar que estas soluções não são viáveis porque não tem efetivamente meios para cumprir com os pagamentos, não é obrigado a prosseguir com elas”, acrescenta Rui Bairrada.

4 – Transferir o crédito para outra instituição

É preciso procurar, pois existem no mercado ofertas de crédito mais atrativas, nomeadamente em termos de taxa de juro, mas não só, os produtos associados também podem fazer a diferença. Pode ser a solução para conseguir reduzir os encargos associados ao crédito.

5 – Consolidar os créditos num só

Analisar a possibilidade de consolidar créditos (o que não é mais do que juntar vários financiamentos num só) é outra hipótese. Esta solução, em alguns casos, pode representar uma poupança significativa por mês.

6 – Analisar a transferência dos seguros

É recomendado também que se verifique se os produtos associados, como os seguros, não podem ser feitos por outra entidade, com ofertas menos dispendiosas, mas com coberturas semelhantes.

Rui Bairrada reforça que “estas últimas alternativas só estão disponíveis se não tiver entrado em incumprimento, caso contrário não o poderá fazer e terá de encontrar a solução junto da instituição de crédito com a qual tem o empréstimo. Daí a importância de se antecipar. Não se esqueça que o poder negocial aumenta quando temos mais do que uma saída possível. As instituições de crédito continuam a financiar as famílias e as empresas, os empréstimos para a compra de casa, por exemplo, estão em níveis pré-pandemia. Por isso, os bancos estão recetivos a emprestar dinheiro. Use isso em seu proveito!”

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