Senado discute fim de ‘shutdown’ e ânimo regressa a Wall Street

Notícias da comunicação social norte-americana sugerem que o Senado poderá estar a desenvolver esforços para conseguir encerrar shutdown.

Andrew Kelly/Reuters

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque abriam a última sessão desta semana a negociar em alta, depois de, na véspera, a incerteza em torno das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China terem pesado no sentimento dos investidores.

Na quinta-feira, o secretário de estado norte-americano para o comércio disse, em declarações à CNBC, que as negociações estão “a milhas” de serem concluídas. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou num tom otimista, ao anunciar que os responsáveis norte-americanos que estão a liderar as negociações, estão a trabalhar “muito bem”.

Domesticamente, o shutdown parcial do governo norte-americano, que já dura há cinco semanas, também tem causado impacto. Mas as notícias da comunicação social norte-americana sugerem que o Senado poderá estar a desenvolver esforços para conseguir encerrar shutdown. Além disso, segundo a agência Reuters, altos oficiais da administração Trump deverão reunir-se com um dos vice primeiros-ministros nos dias 30 e 31 de janeiro em Washingont.

 

Mas, esta sexta-feira, a ânimo dos investidores presidiu à abertura da bolsa de Nova Iorque. O S&P 500, está a valorizar 0,68%, avançando para os 2.660,19 pontos. O tecnológico Nasdaq sobe 0,52%, para 6.737,36 pontos; e, o industrial Dow Jones, ganha 0,73%, para 24.733,05 pontos. Wall Street acompanha, assim, o sentimento vivivo nas praças europeias.

Numa nota divulgada a clientes, o economista da Spartan Capital Securities, Peter Cardillo, referiu que “os índices estão a apontar para uma subida sólida na abertura da sessão devido à possibilidade de se terminar com o shutdown, mas também devido aos resultados empresarias que estão a bater as expectativas” (tradução livre).

O analista de mercados do Millennium bcp, Ramiro Loureiro, assinala que “o setor tecnológico continua a ser o mais animado, pese embora a desilusão das contas da Intel”. A empresa tecnológica da Califórnia está a perder 7,30%, depois de ter apresentado “receitas, margens e projeções aquém do previsto pelos analistas”, refere Ramiro Loureiro. Embora as receitas da Intel tenham aumentado 9,4%, em termos homólogos, para 18,66 mil milhões de dólares, ficaram longe das expectativas, que apontavam para um volume de vendas na ordem dos 19 mil milhões.

A exemplo de revelado pela Western Digital, uma produtora de hardware e especializada em gestão de dados está a valorizar mais de 8%. Também “as fabricantes de semicondutores têm vindo a surpreender pela positiva nas perspetivas para a segunda metade do ano e isso tem trazido otimismo a todo o setor, que agrega cotadas como Xilinx, Applied Materials, Nvidia ou Apple”, analisa Ramiro Loureiro.

Em relação à Apple, o analista diz ainda que “o Morgan Stanley recomenda mesmo a compra das ações da fabricante do iPhone antes desta apresentar contas, a 29 de janeiro”.

Os investidores aguardam pela próxima semana, na qual se ficará a saber o desfecho da primeira reunião do ano sobre a política monetária da Reserva Federal norte-americana. O departamento do emprego também vai divulgar dados sobre o mercado de trabalho norte-americano. Nas empresas, diversa empresas vão apresentar resultados, incluindo as gigantes tecnológicas e a construtora Boeing.

 

(atualizada às 15h03)

 

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