Sindicato dos Quadros Bancários: “Temos um fundo de greve canhão, com oito milhões de euros”

O Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários aumentou o número de sócios e recuperou a sua capacidade financeira. E quer que os bancos comecem a partilhar os ganhos que já têm

Cristina Bernardo

O presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB), Paulo Marcos, faz um balanço positivo da primeira metade do seu mandato, com o saneamento financeiro do sindicato e o reforço dos serviços oferecidos. Em entrevista ao Jornal Económico, sublinha, também, que os bancários ganharam capacidade de intervenção e que já é altura de começarem a partilhar os resultados positivos do setor. “Muito mal seria que os bancos, tendo voltado à rendibilidade, não tivessem níveis para, de forma razoável, partilhar isto com os seus trabalhadores”, diz.

Que balanço faz deste primeiro mandato na direção do SNQTB?

Nós tínhamos um programa de choque para renovar e mudar. Apresentámos sete medidas para os primeiros 80 dias, que tinham muito a ver com recuperação da solvabilidade e da liquidez [do sindicato], o que foi feito de forma exemplar e libertou recursos para aquilo que é essencial: tratar do bem-estar dos sócios, quer ao nível laboral, quer ao nível de saúde, cultura, recreio, turismo e, acima de tudo, formação.

A regularização da situação financeira foi uma promessa de campanha. O que foi feito?

Eu acho que a melhor coisa é falarmos sempre a verdade e nós, no que toca a parte financeira, somos muito conservadores; somos “uma dona de casa”. A primeira coisa foi fazer uma auditoria financeira para apurar a real situação, perceber que havia práticas não conformes com as normas contabilísticas e cujo cumprimento não é opcional. Este sindicato, que se dizia, por fama, que era o mais rico do país, o que não é verdade, tinha uma situação financeira com algum desequilíbrio: dívidas a fornecedores de curto prazo, nomeadamente na saúde; dívidas de curto prazo à banca e uma situação em que o endividamento era bastante superior à liquidez.

Entrevista publicada na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Ler mais

Relacionadas

Sindicato do Quadros admite pré-aviso de greve na CGD para dia 24

A acontecer será a segunda vez em 30 anos que este sindicato dos quadros (que tem 60 mil associados) convocaria uma greve na banca.

Sindicato dos bancários propõe atualização salarial de 1,4% para trabalhadores do setor

Em comunicado, o sindicato diz que se encontra em negociações com a APB para uma atualização salarial dos trabalhadores do setor, “cujas remunerações continuam sem refletir a recuperação financeira da banca”.
Recomendadas

“Maquiavel para Principiantes”. “Luís Filipe Vieira parece que funcionava como testa de ferro de Ricardo Salgado”

“Amnésia rima com impunidade. Sabem que são os portugueses que pagam os seus calotes e vai continuar o gozo. Luís Filipe Vieira parece que funcionava como testa de ferro de Ricardo Salgado”, destacou Rui Calafate no podcast do JE.

Sindicato dos Quadros cancela manifestação para iniciar diálogo com Santander

“Na sequência dos contactos mantidos nas últimas horas, que perspetivam o relançamento do diálogo com o Banco Santander, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) decidiu cancelar a manifestação agendada para hoje em Faro”, diz o sindicato liderado por Paulo Gonçalves Marcos.

Bankinter lança em Portugal fundo de capital de risco para energias renováveis

O objetivo é captar 25 milhões de euros que serão investidos na área das energias renováveis na Península Ibérica e em Itália.
Comentários