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Sindicato dos Quadros da banca adere à greve geral marcada para o próximo dia 11

“O atual Código do Trabalho, em vigor desde 2003, já foi objeto de 26 revisões legislativas, mantendo-se, por isso, um diploma atualizado e alinhado com a realidade laboral contemporânea”, defende o SNQTB que considera por isso que não há fundamento para “uma revisão tão desequilibrada”.
ESTELA SILVA/LUSA
5 Dezembro 2025, 09h19

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) decidiu aderir à greve geral marcada para o próximo dia 11 de dezembro, decretada pela União dos Sindicatos Independentes (USI), confederação sindical apartidária e independente da qual o Sindicato é membro fundador.

O sindicato liderado por Paulo Gonçalves Marcos diz que “esta decisão ocorre num contexto inédito” pois “trata-se da primeira greve geral desde o 25 de Abril convocada em simultâneo pelas três centrais sindicais. Será igualmente a primeira vez que o SNQTB adere a uma greve geral, sublinhando a gravidade da situação laboral em discussão”.

A convocatória desta greve surge como resposta ao anteprojeto de revisão do Código do Trabalho, denominado “Trabalho XXI”, cuja proposta este Sindicato considera “um retrocesso civilizacional, introduzindo alterações profundamente prejudiciais e injustificadas para os trabalhadores, nomeadamente do setor bancário”.

“O atual Código do Trabalho, em vigor desde 2003, já foi objeto de 26 revisões legislativas, mantendo-se, por isso, um diploma atualizado e alinhado com a realidade laboral contemporânea”, defende o SNQTB que considera por isso que não há fundamento para “uma revisão tão desequilibrada”.

“Face ao impacto potencial desta proposta e ao forte atentado que representa para os direitos dos bancários, o SNQTB irá apoiar os seus sócios que decidam participar na greve geral”, remata o sindicado que se compromete assim a repor a perda de retribuição comprovadamente sofrida, através do Fundo de Greve.


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