Sindicatos rejeitam aumentos zero na banca para 2021

“Os sindicatos propuseram uma revisão em 1,5% das tabelas salariais, pensões de reforma e cláusulas de expressão pecuniária, assim como um aumento de 3,1% relativo aos SAMS. Propostas que foram rejeitadas pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), que propôs, em contrapartida, uma atualização de 0% das tabelas salariais e dos SAMS”, dizem os sindicatos.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), o Sindicato dos Trabalhadores do Sector Financeiro de Portugal (SBN) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) dizem, em comunicado divulgado esta quinta-feira, que rejeitam a proposta de 0% de atualização salarial no âmbito das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho para 2021.

“Os sindicatos propuseram uma revisão em 1,5% das tabelas salariais, pensões de reforma e cláusulas de expressão pecuniária, assim como um aumento de 3,1% relativo aos SAMS. Propostas que foram rejeitadas pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), que propôs, em contrapartida, uma atualização de 0% das tabelas salariais e dos SAMS”, dizem os sindicatos.

Os sindicatos demonstram a sua vontade de continuar a negociar com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito “para chegar a um acordo que defenda os legítimos interesses dos bancários”.

O SNQTB, o SBN (Sindicato dos Bancários do Norte) e o SIB consideram que “a proposta dos bancos se traduz num congelamento da tabela salarial, das pensões de reforma e sobrevivência, bem como das cláusulas de expressão pecuniária, assim como das contribuições a cargo dos bancos para os SAMS, condicionando deste modo o seu financiamento e, por essa via, os benefícios atribuídos aos bancários e às suas famílias”.

Por outro lado, “esta proposta não considera o aumento da produtividade e os resultados globalmente positivos do sector bancário em 2020, para além de obstar à justa recuperação do poder de compra dos bancários, que, recorde-se, foi particularmente penalizada entre 2005 e 2015”.

Os sindicatos argumentam que “além de não promover a partilha de resultados com os trabalhadores, num contexto em que a banca foi um dos sectores com um contributo positivo para o PIB em Portugal, esta proposta de aumentos zero demonstra que os bancos ignoram, uma vez mais, o esforço, dedicação e profissionalismo que os bancários no ativo demonstraram em todas as tarefas essenciais ao bom funcionamento da economia e manutenção da confiança dos clientes, bem como o seu trabalho relativo ao processo de moratórias e o apoio a clientes à distância, neste período de pandemia”.

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