Sindicatos rejeitam proposta de 0,2% de aumento salarial da banca

“O SBN, o SNQTB e o SIB, tendo tomado conhecimento da contraproposta das Instituições de Crédito subscritoras do ACT geral do setor bancário para 2020, manifestam a sua profunda indignação” pela proposta de aumentos salariais para 2020. Os 0,2% representam um aumento salarial médio de pouco mais de 2 euros por mês.

O Sindicato dos Bancários do Norte (SBN), o Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) uniram-se numa reação à proposta de aumentos salariais para a Banca em 2020.

“Para cúmulo, dão 0,2% de “aumentos”! A resposta ‘não aceite’ é deprimente e equivale à recusa de negociação séria. Os 0,2% representam um aumento salarial médio de pouco mais de 2 euros por mês! São uma vergonha insultuosa!”, referem as estruturas sindicais.

“Os três sindicatos consideram um insulto o valor apresentado e alertam para a possibilidade de avançar com formas de luta!”, refere o comunicado conjunto.

Na mesma nota é dito que “o SBN, o SNQTB e o SIB, tendo tomado conhecimento da contraproposta das Instituições de Crédito subscritoras do ACT geral do setor bancário para 2020, manifestam a sua profunda indignação e repúdio pela desconsideração e humilhação aos Bancários espelhadas na resposta miserável apresentada pelos Bancos”.

O sindicatos acrescentam que “todas as cláusulas da proposta sindical receberam dos Bancos a resposta ‘não aceite’, com insignificantes exceções que remetem para a lei ou já estavam aceites no ano passado”.

“Os Bancos querem continuar em contramão e apenas aumentar sem limite os dividendos dos acionistas e compensações indecorosas aos Administradores”, acusam os sindicatos que exigem à APB [Associação Portuguesa de bancos] “que arrepie caminho”.

No comunicado alegam que as “administrações dos Bancos querem continuar fechadas no seu gueto dourado de privilégios, rejeitando acompanhar a normalidade de outras empresas e entidades de Portugal, que aceitaram aumentos médios em 2019 na contratação coletiva de 2,8% e, já em 2020, puderam assistir, no âmbito do Conselho Económico e Social, a propostas ou indicações no sentido do setor privado praticar aumentos médios de 2,7%”.

Os Sindicatos apelam “à unidade e mobilização de todos os Bancários para ser invertida a tendência de perda sucessiva de direitos e do poder de compra”. Se os Bancos “não arrepiarem caminho”, dizem, “estarão a empurrar os Bancários para formas de luta e terão de ter a resposta adequada”.

 

USI também está contra o aumento proposto pela banca

A União dos Sindicatos Independentes (USI) “recebeu com surpresa a proposta de 0,2% de actualização das tabelas de expressão pecuniária, bem como dos sistemas de assistência médica e social, para a banca”, refere a união de sindicatos. “Acresce que este valor ignora por completo os bons resultados dos bancos a operar em Portugal, salvo uma ou outra excepção, cujos resultados do exercício de 2019 foram muito positivos”, justificam.

“Esta proposta, apresentada na mesa da APB pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), é inaceitável, na medida em que acentua e perpetua” a divergência na distribuição da riqueza entre o trabalho e o capital, defende  a Confederação Sindical.

“Exigimos ganhos salariais acima da produtividade e da inflação, tal como propõe, aliás, o Governo. Nessa medida, a USI não exclui a possibilidade de outras formas de luta, caso os bancos persistam num rumo que perpetua o ciclo de empobrecimento dos bancários”, refere a nota.

 

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