Siza Vieira: “Nunca houve processo tão simplificado” como os apoios ao combate à Covid-19

O ministro da Economia diz que não é verdade que os apoios estejam envoltos em burocracia e recorda que é necessário ter a certeza que os fundos chegam aos locais para que foram destinados.

Cristina Bernardo

“Nunca houve processos tão simplificados, tão alargados e tão automáticos de apoio” como aqueles que foram criados pelo Governo para dar resposta rápida à crise em que a grande maioria das empresas se encontra desde que a pandemia de Covid-19 obrigou ao confinamento, disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

O ministro respondia assim às críticas de alguns empresários, segundo as quais os fundos para apoio imediato às empresas não estão a chegar em tempo útil às empresas – num quadro em que a burocracia, a falta de informação fidedigna o excesso de níveis de decisão estão a impedir a sobrevivência de muitas atividades.

“Toda a gente gostava que, com um mínimo de formalidade, se passasse um cheque a todas as empresas que se apresentassem, mas é preciso termos a certeza que os apoios financeiros chegam aos destinatários que foram definidos e assegurarmos que foram aplicados das formas para que foram concebidos”, disse Siza Vieira.

“O esforço que fizemos de forma rápida e simplificada para permitirmos às empresas colocar os seus trabalhadores em ‘lay off’ para aguentarem um momento de paragem, os apoios em termos de crédito aos quais já se candidataram mais de 20 mil empresas de que já foram processados cerca de 12 para apoio por parte das sociedades de garantia mútua, é um esforço muito grande em muito pouco tempo. Temos de pensar neste processo como um processo que exigiu um grande esforço”, explicou.

Pedro Siza Vieira acompanhava o primeiro-ministro António Costa, numa visita a duas empresas: a multinacional alemã Continental e a têxtil Petratex, para chamarem a atenção para que a reabertura de alguma atividade económica tem de ser acompanhada por medidas de total segurança dos trabalhadores.

Isso mesmo disse Siza Vieira, que afirmou que o Governo está em contacto com as associações de cada um dos setores para encontrar as medidas mais adequadas a cada atividade – que necessariamente tem especificidades que implicam medidas diferenciadas.

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