Só 17% das entidades desportivas em Espanha continuaram a crescer este ano

A quarta edição do Barómetro do Desporto Empresarial em Espanha (BDEE), revela que a maioria dos operadores desportivos atravessaram grande dificuldades, fazendo com que a taxa de crescimento anual das entidades desportivas descesse dos 80% para os 17% no espaço de sete meses.

O ano de 2020 foi particularmente difícil para o setor desportivo a nível global, fustigado pelas interrupções e pela proibição do público nos estádios. De acordo com o Barómetro do Desporto Empresarial em Espanha, promovido pelo portal “Palco 23”, apenas 17% das entidades desportivas mantiveram o seu crescimento.

A quarta edição do Barómetro do Desporto Empresarial em Espanha (BDEE), revela que a maioria dos operadores desportivos atravessaram grande dificuldades, fazendo com que a taxa de crescimento anual das entidades desportivas descesse dos 80% para os 17% no espaço de sete meses.

Outra das conclusões do BDEE, aponta que mais de metade das empresas só consiga recuperar até 2022 e, em alguns casos, só até 2023. 42% das empresas afirmam que o seu desempenho continuará a diminuir substancialmente em 2020.

O relatório, que é realizado através de uma investigação conjunta com 300 operadoras do setor desportivo em Espanha, realizou o seu trabalho de campo integralmente em julho, após ter sido divulgado o estado de emergência no país. No entanto, a volatilidade da situação da saúde e o impacto na economia e no humor dos consumidores e utilizadores podem alterar parcialmente estas perceções.

Outras das conclusões, indica que 45% das empresas do setor desportivo acreditam que o impacto da pandemia foi superior na categoria desportiva do que na economia como um todo, 16% acreditam que o impacto foi menor e 39% afirma que o setor foi igualmente afetado comparativamente ao conjunto de setores que compõem a economia espanhola.

Em relação à recuperação, em comparação com 51% dos operadores que acreditam que o consumo desportivo vai regressar aos pré-Covid-19 a partir de 2022, outros 35% antecipam essa recuperação até 2021. 14% são mais otimistas e sublinham que o consumo pode recuperar os níveis pré-pandémicos ainda este ano.

No entanto, o relatório também mostra sinais de otimismo. Nesse sentido, 92% das empresas veem uma clara melhora ou sinais de melhora na prática desportiva no país, enquanto 86% afirmam que o consumo audiovisual do desporto vai aumentar e 82% acreditam que os gastos em artigos desportivos também pode crescer.

Do ponto de vista corporativo, a conjuntura económica aumentou as necessidades de financiamento das empresas e alterou as principais fontes de financiamento de uma parte significativa das entidades. Neste sentido, os recursos próprios continuam a ter um papel preponderante – mais de metade das entidades financiam-se principalmente com este. No entanto, a dívida bancária ganhou relevância este ano e passou de principal fonte de financiamento de 16% das empresas em 2019 para 31% das entidades do setor em 2020.

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