Só 42% dos portugueses consideram ter bom nível de literacia financeira

Observatório Cetelem de Literacia Financeira revela que paralelamente se regista um aumento do número de indivíduos que admite dominar pouco o jargão financeiro – 17% este ano, mais seis pontos percentuais do que no estudo elaborado em 2017.

A percepção sobre a própria literacia financeira dos portugueses aumentou três pontos percentuais (p.p.) face ao último ano, fixando-se ainda assim abaixo dos 50%, segundo dados da Cetelem.

O Observatório Cetelem de Literacia Financeira revela que 42% dos portugueses inquiridos consideram ter um bom nível de literacia financeira. Paralelamente, regista-se também um aumento do número de indivíduos que admite dominar pouco o jargão financeiro – 17% este ano, mais seis p.p. que no estudo elaborado em 2017.

Relativamente à percepção sobre os conhecimentos financeiros da sociedade, 42% dos inquiridos consideram que a sociedade não está nem bem, nem mal informada e 29% classificam o conhecimento nacional destas matérias como “bom” ou “muito bom”.

“Com estes números, diminui a crença dos portugueses nos conhecimentos dos seus concidadãos – em 2017, mais 4% dos inquiridos consideravam que tinham bons ou muito bons conhecimentos a este nível- e aumenta o número daqueles que avaliam que os conhecimentos nacionais são “maus” ou “muitos
maus” – 13%, mais 5 pontos percentuais que em 2017”, salienta a marca do banco BNP Paribas Personal Finance.

Conhecimentos das Expressões Financeiras. Fonte: Observador Cetelem Literacia Financeira, outubro de 2018

Mais de metade dos inquiridos defende a importância de ser ministrada mais formação financeira, atribuindo “esse dever a instituições financeiras, ao Banco de Portugal e às escolas”.

“Estas conclusões mostram não só que ainda há um longo caminho a percorrer na educação financeira dos portugueses, mas também realçam um interesse em superar os desafios que lhe estão inerentes. Um bom nível de educação financeira facilita e permite a tomada de decisões adequada às necessidades, motivo pelo qual consideramos fundamental a aposta na formação. Não é por acaso que a maioria dos portugueses inquiridos neste estudo apontam a gestão orçamental e a poupança como prioritárias para um melhor conhecimento financeiro dos cidadãos”, diz Leonor Santos, diretora de Compliance e Jurídico do Cetelem.

O estudo 2018 inquiriu 500 indivíduos entre 16 a 19 de julho.

Ler mais
Relacionadas

PISA: Portugal vai entrar nos estudos da OCDE sobre literacia financeira

“Na economia dos dias de hoje, a literacia financeira é como saber ler ou escrever”, disse Annamaria Lusardi, presidente do International Network on Financial Education’s Research Committee, da OECD.

Poupança: o que é?

Todos os meses, ou sempre que possível e com regularidade, as famílias devem retirar uma parte dos seus rendimento para uma poupança. O ideal seriam 10% do rendimento, no entanto esta avaliação terá que ser feita, caso a caso.

Literacia financeira: Governo alia-se aos reguladores para reforçar educação

O secretário de Estado para a Educação defendeu que “capacitar para a literária financeira é capacitar para os direitos humanos”, num evento em que foi anunciado o lançamento de um novo Caderno de Educação Financeira.
Recomendadas

Quanto custa pagar e fazer transferências com MB Way?

Face aos novos custos do MB Way, em algumas situações pode compensar mais pagar com recurso a cartões bancários. Mesmo nos pagamentos com cartões de crédito, a verdade é que estes possuem um período sem juros e muitos nem anuidade têm. É uma questão de fazer as contas.

IAD ou ITP, qual destes seguros de vida deve escolher?

Se pedir um crédito habitação vai notar que será obrigatório contratar um seguro de vida (seja o da própria instituição financeira ou mesmo o de uma outra seguradora) – muitos bancos até fazem deste requisito uma forma de o cliente ficar com um spread mais apelativo. Porém, existem dois tipos de seguros de vida: IAD ou ITP. Descubra qual deve contratar consoante o seu perfil.

Preços de venda e real valor das casas estão desajustados

A aquisição de casa própria é, normalmente, o maior investimento efetuado por uma família e geralmente o preço que pagam não é adequado ao valor real do imóvel. Uma correta avaliação do imóvel a adquirir é fundamental para decidir a compra de casa.
Comentários