Segundo dados fornecidos pelo ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, foram até agora realizadas 38 autópsias no Instituto de Medicina Legal de Córdova.
Também esta quarta-feira, foram retirados do Alvia três cadáveres que já tinham sido localizados e contabilizados, mas cuja remoção de entre a amálgama de metal das carruagens se revelou difícil.
O número de vítimas mortais do acidente mantém-se em 42, ao passo que foram registados 43 relatórios de pessoas desaparecidas, o que significa que pode ainda haver uma vítima por localizar.
Segundo dados oficiais, foram atendidas em hospitais 122 pessoas feridas no acidente de domingo e 39 continuam internadas, 13 delas em unidades de cuidados intensivos.
Um comboio de alta velocidade Iryo 6189, procedente de Málaga-María Zambrano e com destino a Madrid-Atocha, descarrilou pelas 19h45 de domingo perto de Adamuz, uma localidade no norte da província de Córdova, a cerca de 30 quilómetros da capital homónima.
As suas duas últimas carruagens invadiram a via contrária e embateram num comboio Alvia de longo curso Madrid-Huelva, que passava na linha invadida nesse momento.
As duas primeiras carruagens do Alvia foram projetadas para fora da via e caíram num aterro de quatro metros de altura, tendo os seus passageiros sido os mais gravemente afetados.
Trata-se do mais grave acidente ferroviário ocorrido em Espanha desde o descarrilamento do comboio de alta velocidade (Alvia) de 24 de julho de 2013, em Angrois, perto de Santiago de Compostela, que se saldou em 80 mortos e 144 feridos.
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