Sondagem: PSD perderia maioria absoluta na Madeira caso as eleições regionais fossem hoje

Uma sondagem publicada hoje pelo Diário de Notícias do Funchal mostra que se as eleições regionais se realizassem hoje, o PSD perderia a maioria absoluta no parlamento regional da Madeira e não conseguiria garanti-la mesmo coligado com o CDS.

Miguel Albuquerque, líder regional do PSD madeirense

De acordo com a sondagem da Eurosondagem para aquele periódico funchalense, o PSD obteria 40,4%, 21 a 22 mandatos contra 30% do PS, 15 a 16 deputados, 5,9% e 3 deputados para o Bloco de Esquerda, 5,4% e 2 a 3 deputados no caso do CDS e 4,9% e 2 deputados para a CDU. O JPP não ia além dos 4,7% e 2 deputados e o PTP ficaria sem o único deputado que elegeu em, 2015 e com 1,9%.

“A grande novidade é que, por tendências, no pior dos cenários, uma aliança de direita composta por PSD e CDS já não chega para garantir a maioria absoluta. O pior dos resultados projeta 23 deputados aos dois partidos. Uma hipótese que se aplica também à junção da esquerda tradicional com o JPP”, escreve o jornal que realça o facto de o estudo recolocar o PS como segunda força parlamentar regional.

Isto porque, com apenas menos 10,4 pontos percentuais do que o PSD, isso permitiria aos socialistas alcançar 15 a 16 dos 47 mandatos em disputa: “Na pior das hipóteses, o PS triplicava o número de deputados (passando de 5 para 15) ficando apenas a 6 deputados dos social-democratas”.

O matutino reconhece que “sempre a beneficiar da conjuntura em vigor no País e do facto de fazerem parte da denominada ‘geringonça’ que sustenta o governo de Costa, surgem também BE e CDU, mas desta vez apenas com os bloquistas a terem possibilidade de elegerem mais um deputado, embora os comunistas oscilem somente uma décima”.

Ao invés aparece o CDS “em contínua quebra já que não iria além dos 2 ou 3 deputados, o JPP que desceria de 5 para 2 mandatos e o PTP que perdia a representação parlamentar conseguida em 2015 à boleia do PS”.

Comparando com um estudo de opinião divulgado em Março deste ano, nestes três meses, as grandes tendências mantêm-se: “Com exceção do CDS, que cai 2,4 pontos percentuais, todos melhoram ou seguram resultados, graças à diminuição do número daqueles que não sabem ou não respondem à questão”.

Na apreciação dos resultados do estudo o DN reconhece que este estudo “permite concluir que no desdobramento por concelhos, o PSD tem melhor resultado fora do Funchal do que na capital madeirense ao invés do PS, BE e CDU. O JPP e PTP valem menos no Funchal do que no resto da ilha e o CDS tem praticamente o mesmo peso nas duas frentes de combate”.

Ficha

Quadro resumo da sondagem publicada hoje no Funchal

O estudo da Eurosondagem foi realizado entre 7 e 9 de Junho de 2017, através do método de entrevistas telefónicas a cidadãos residentes na Madeira maiores de 18 anos. Foram efetuadas 1.198 tentativas de entrevistas para lares com telefones de rede fixa, das quais 188 não colaboraram no estudo de opinião. Foram validadas 1.010 entrevistas, 43,8% das quais no concelho do Funchal, o maior da região. O erro máximo da amostra, segundo os autores, é de 3,08% ara um grau de probabilidade de 95%

Em 2015

Recorda-se que nas regionais de 2015, o PSD, sem Alberto João Jardim na sua liderança, manteve a maioria absoluta no parlamento regional apenas por um deputado e uma escassa margem de votos. Os social-democratas tiveram então 44,4% dos votos e 24 deputados, contra 13,1% e 7 deputados do CDS, segunda força política mais votada. Uma coligação liderada então pelo PS e envolvendo o PTP, PAN e MPT não foi além dos 11,43% e 6 deputados, quase superada pelos estreantes do JPP – que passaram de movimento de cidadãos a partido político – que totalizou 10,28% e 5 deputados. O PCP obteve 5,5% e 2 deputados, o Bloco de Esquerda regressou ao parlamento, de onde tinha sido afastado em 2011, e elegeu 2 mandatos e alcançou 3,8% e o extinto PND manteve o seu deputado que hoje passou a “independente” devido à decisão do Tribunal Constitucional tomada em 2015.

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