Sri Lanka: Cerca de uma dezena de turistas portugueses já pediram o regresso antecipado após ataques terroristas

Cerca de 10 portugueses quiseram regressar a Portugal depois dos ataques terroristas no Sri Lanka que mataram um cidadão português. Outros turistas nacionais optaram por prosseguir as férias nas Maldivas.

Lusa

O ataque terrorista no Sri Lanka causou 310 mortos e mais de 500 feridos no domingo de Páscoa. A polícia local atribui os ataques a um grupo extremista islâmico local, o National Thowheeth Jama’ath. Os alvos dos ataques foram igrejas católicas onde os fiéis celebravam a Páscoa, e hotéis onde estavam hospedados turistas estrangeiros.

A maioria dos mortos são cidadãos do Sri Lanka, mas o ataque também vitimou 39 cidadãos estrangeiros, incluindo um português: Rui Lucas com 31 anos, natural da freguesia de Repeses, Viseu. Rui Lucas estava em lua-de-mel no Sri Lanka, após ter celebrado o seu casamento na passada semana, segundo o Jornal de Notícias, e foi vítima de uma das explosões no hotel Kingsbury, localizado na capital Colombo, causada por um bombista suicida. O ataque também vitimou cidadãos da India, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido.

Com receios de mais ataques, milhares de turistas estrangeiros dirigiram-se ao aeroporto de Colombo na segunda-feira para tentar o primeiro avião de regresso a casa.

Entre estes turistas que cancelaram as suas férias encontram-se cerca de 10 portugueses, segundo um balanço feito pela Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

A associação explica também que muitos dos turistas que estavam no Sri Lanka já viajaram para as Maldivas, conforme planeado antes dos ataques, pois os pacotes turísticos para aquela região são vendidos em conjunto.

“Do que apurámos até ao momento, cerca de uma dezena pediram o regresso antecipado, tendo os demais optado por prosseguir as suas férias, como originalmente planeado, noutros destinos, designadamente nas Maldivas. A maioria dos pacotes vendidos para o Sri Lanka são ‘combinados’ desse destino com, por exemplo, as Maldivas”, disse fonte oficial da APAVT ao Jornal Económico.

Em relação ao número total de turistas portugueses que se encontram no Sri Lanka, a APAVT explicou que está a “fazer um levantamento”, mas estima que sejam “números residuais pois várias dezenas que se encontravam por ocasião do atentado já terão prosseguido as suas férias noutros destinos”.

Questionada sobre quantos turistas já cancelaram as férias futuras para o Sri Lanka, que já tinham sido compradas, a APAVT assinala que “ainda é cedo para esse balanço”.

A APAVT também já alertou os seus associados para o alerta feito pelo Governo português que desaconselhou as viagens para aquele país asiático. “O Governo Português, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas/MNE, emitiu ontem um alerta a desaconselhar as viagens não essenciais. Como tal, a APAVT fez eco desse alerta aos seus associados”, segundo a associação.

Assim, as agências de viagens estão a desaconselhar os seus clientes qualquer viagem não essencial para o Sri Lanka. “Os associados da APAVT vão desaconselhar as viagens não essenciais”, segundo a associação.

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