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Starbucks abre negócios na China a uma empresa de capital local

Empresa norte-americana formou uma joint venture com os chineses da Boyu Capital, onde mantêm uma participação de 40%. Os restantes 60% valeram quatro mil milhões de dólares. A intenção é aumentar a presença naquele mercado.
4 Novembro 2025, 13h05

A Starbucks anunciou a formação de uma joint venture com a empresa de investimentos chinesa Boyu Capital para operar lojas Starbucks na China. Nos termos do acordo, relata a agência AP, a Boyu adquirirá uma participação de 60% nas operações comerciais da Starbucks na China, por quatro mil milhões de dólares.

A Starbucks manterá uma participação de 40% na joint venture e será proprietária e licenciada da marca Starbucks. A Starbucks afirmou que os seus negócios na China terão um valor total superior a 13 mil milhões, incluindo a receita da venda da participação maioritária à a Boyu, acrescida do valor da participação de 40% e dos royalties.

A Starbucks entrou na China há quase 30 anos e é reconhecida por ter impulsionado a cultura do café no país. A China é o segundo maior mercado da Starbucks fora dos Estados Unidos, com cerca de oito mil lojas.

Mas, nos últimos anos, a gigante do café de Seattle tem enfrentado dificuldades na China com startups chinesas de baixo custo e rápido crescimento, como a Luckin Coffee. As vendas nas lojas Starbucks na China caíram nos últimos dois anos fiscais.

Como resultado, a Starbucks tem procurado um parceiro para ajudar à expansão dos seus negócios na China, principalmente em cidades menores. Em julho, o presidente e CEO da Starbucks, Brian Niccol, afirmou que a empresa tinha em carteira cerca de 20 ofertas por uma participação na companhia.

Niccol afirmou na segunda-feira que a Boyu compartilha o compromisso da Starbucks em proporcionar uma ótima experiência tanto para clientes quanto para funcionários. Segundo Niccol, a empresa também ajudará a Starbucks a atingir sua meta de expandir para 20.000 lojas na China ao longo do tempo.

“O profundo conhecimento e a experiência local da Boyu ajudarão a acelerar o nosso crescimento na China, especialmente à medida que nos expandimos para cidades menores e novas regiões”, disse Niccol em comunicado citado pela AP.

Do seu lado, Alex Wong, sócio da Boyu Capital, afirmou que a Starbucks construiu uma ligação profunda com os consumidores chineses ao longo de quase três décadas. “Esta parceria reflete a nossa crença na força duradoura da marca e na oportunidade de trazer ainda mais inovação e relevância em toda a China”.

A sede da Starbucks na China permanecerá em Xangai. A Boyu Capital, fundada em 2011, possui escritórios em Xangai, Hong Kong, Singapura e Pequim. As empresas afirmaram que esperam finalizar o acordo nos primeiros meses de 2026.

As ações da Starbucks permaneceram estáveis ​ após o fecho do mercado, na altura em que o negócio foi dado a conhecer. Neste momento, estão em alta de 0,11% face à abertura do mercado.


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