Startup luso-holandesa Jungle financia-se em um milhão de euros para digitalizar renováveis

A empresa fundada em 2017 desenvolveu uma tecnologia chamada “Canopy” e conta hoje com 18 colaboradores e clientes de renome internacional no sector, entre os quais EDP – Energias de Portugal, Generg, grupo Ingka (dono do Ikea), Total Eren ou CLP.

Menos selvajaria na leitura de dados das energéticas. É este o mote do trabalho da startup luso-holandesa Jungle – uma tecnológica que recebeu recentemente um financiamento de um milhão de euros do fundo de impacto Shift Invest, com sede em Amstelveen (Países Baixos).

Com a nova tranche – que aumenta o total de capital angariado para 3,2 milhões de euros – a empresa pretende acelerar o desenvolvimento da plataforma de inteligência artificial (IA) e, posteriormente, expandir os negócios nos sectores das energias renováveis e indústria.

“Vamos reforçar a nossa equipa em várias áreas-chave, de modo a acelerar o desenvolvimento e implementação da nossa plataforma Canopy. Encontrámos na Shift um parceiro valioso, que apoia a nossa visão para o futuro. A nossa tecnologia pode ser aplicada a qualquer equipamento que utilize componentes eletromecânicos com sensores. Atualmente, estamos a desenvolver, como horizontes para os próximos anos, aplicações para a indústria pesada e para sectores agrícolas altamente tecnológicos”, adianta o CEO, Arnoud Kamerbeek.

A empresa fundada em 2017 por Sílvio Rodrigues, Alexander Helmer e Tim Kock desenvolveu uma tecnologia chamada “Canopy” e conta hoje com 18 colaboradores e clientes de renome internacional no sector, entre os quais EDP – Energias de Portugal, Generg, grupo Ingka (dono do Ikea), Total Eren ou CLP.

A Jungle tem tecnologia para monitorizar vários gigawatts (GW) de ativos de energias renováveis e fornece também serviços de previsão de produção de energia.

“Imagine todos os dados que os ativos elétricos produzem diariamente. No caso de uma fábrica de aço, aproximadamente 26 mil pontos de dados por segundo podem ser gerados – se fizer bem as contas é muito. Construímos um pipeline de machine learning, que tira proveito dessas selvas de dados e cria uma versão digital desses ativos”, começa por explicar a empresa.

“Dessa forma, entendemos devem e não se devem comportar, ou seja, o nosso pipeline modela a normalidade e sinaliza desvios. Com inteligência preditiva, os clientes podem rapidamente ver onde existem problemas ou oportunidades de otimização no portfólio eólico ou fábrica”, clarifica.

Os investidores consideram que a tecnologia é “sofisticada”. “Através do nosso fundo de investimento, procuramos apoiar empresas promissoras que consigam ter um elevado impacto positivo no ambiente e ajudar a combater as alterações climáticas. Considerando que a Jungle consegue aumentar a produção nos ativos de energia renovável já existentes, encaixa perfeitamente nesse objetivo”, garantiu o managing partner do fundo de investimento holandês.

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