STCP transportou menos 2,7 milhões de passageiros até junho

De acordo com as contas consolidadas divulgadas esta sexta-feira, a Sociedade de Transporte Coletivo do Porto (STCP) registou, no primeiro semestre, uma procura total de 21,5 milhões de passageiros, uma redução, face ao período homólogo de 2020, de 2,7 milhões de passageiros (-11%).

A STCP registou, no primeiro semestre de 2021, uma diminuição de 2,7 milhões de passageiros face a 2020, tendo fechado as contas com uma redução de 13% da receita e um resultado líquido negativo de 8,3 milhões de euros.

De acordo com as contas consolidadas divulgadas esta sexta-feira, a Sociedade de Transporte Coletivo do Porto (STCP) registou, no primeiro semestre, uma procura total de 21,5 milhões de passageiros, uma redução, face ao período homólogo de 2020, de 2,7 milhões de passageiros (-11%).

Apesar da redução da procura acumulada no final do primeiro semestre de 2021, marcada pelo agravamento da situação epidemiológica provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, o número de passageiros, indica a operadora em comunicado, tem vindo, a partir de fevereiro de 2021, a aumentar gradualmente fruto do regresso à normalidade e da retoma de diversas atividades económicas, “perspetivando-se uma tendência de crescimento até ao final do ano”.

A redução da procura refletiu-se também na receita, que reduziu 2,1 milhões de euros (-13%) face a igual período de 2020, ascendendo, no final de junho, a cerca de 14,3 milhões de euros.

Por oposição, a oferta de transporte, em veículos quilómetros (KM) de serviço, foi de 11,1 milhões, registando um acréscimo face ao primeiro semestre de 2020, de 383 mil quilómetros (4%), uma vez que a operadora “manteve níveis de oferta elevados, mesmo durante o período de confinamento para assegurar a manutenção das condições sanitárias” e cumprir a lotação máxima legal de 2/3 por viatura imposta devido à pandemia de Covid-19.

Na rubrica de Rendimentos e Ganhos, a STCP ascendeu a um total de 20,5 milhões de euros, valor que apresenta uma diminuição face ao período homólogo de 2020 de 10,8 milhões de euros (-35%).

Já o total de Gastos e Perdas foi de 28,9 milhões de euros, registando uma diminuição de 11,1 milhões de euros (-28%) face a igual período de 2020.

Esta evolução, indica a operadora de transporte público, é explicada essencialmente pela diminuição de juros e outros gastos e perdas financeiras, resultantes da transferência da dívida remunerada para o Estado.

As contas consolidadas do primeiro semestre revelam ainda um resultado líquido negativo em 8,3 milhões de euros, desagravando em 179 mil euros (2%) quando comparado com o resultado de igual período de 2020.

No que se refere ao investimento realizado, o valor ascendeu a cerca de 10,1 milhões de euros, relativo essencialmente à aquisição de 40 autocarros standard, a gás natural, destinados à renovação da frota da STCP (2ª fase), cujo projeto é cofinanciado pelo POSEUR.

A redução da procura e da receita tinha já sido registada em 2020, ano em que segundo as contas consolidadas da empresa, divulgadas em junho deste ano, houve uma diminuição “nunca antes vista” da procura, transportando menos 27,5 milhões de passageiros.

Nesse ano, as contas fecharam com um prejuízo de cerca de 12 milhões de euros.

Desde o início do ano que a STCP está na esfera intermunicipal, sendo a gestão da operadora de transporte público assumida pelos municípios do Porto, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Valongo e Maia, que assinaram em 28 de agosto de 2019 um memorando de entendimento com o Governo.

No memorando de agosto de 2019, estava previsto que, até 2023, os seis municípios que participam no capital da STCP invistam pelo menos 58,3 milhões de euros até 2023, sendo a Câmara do Porto o acionista maioritário, com 53,69% do capital social da empresa.

O Porto será a cidade que mais dinheiro investe (31,3 milhões), estando Valongo no fundo da tabela (3,1 milhões).

A STCP assegura o transporte coletivo público rodoviário de passageiros na Área Metropolitana do Porto, em regime de exclusividade dentro dos limites do concelho do Porto, e no regime geral de concessão nos concelhos limítrofes — Matosinhos, Maia, Valongo, Gondomar e Vila Nova de Gaia.

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