O ISCTE realizou um estudo sobre o “Impacto do Capital de Risco em Portugal: Emprego, Crescimento e Internacionalização” para a APCRI – Associação Portuguesa de Capital de Risco que vai ser apresentado na Conferência da APCRI a 29 de outubro. A conferência contará na abertura com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e com o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, no encerramento.
Na sessão de encerramento estarão ainda o presidente da APCRI – Stephan de Moraes e o CEO do Banco Português de Fomento – Gonçalo Regalado.
Três perguntas Stephan de Moraes…
Qual é impacto económico do capital de risco em Portugal?
A contribuição do Capital de Riscos para o PIB não está calculada pois os dados obtidos não o permitiram fazer. No entanto, a extrapolação do Volume de Negócios gerado pelas participadas (21,6 mil milhões euros) corresponde a 4,4% do Volume de Negócios das 393 mil empresas nacionais com as quais as participadas por Capital de Risco compararam no estudo. Note-se que esta percentagem é gerada por apenas 0,36% das empresas daquele universo nacional.
O estudo do ISCTE diz que “o investimento em capital de risco em Portugal corresponde a 0,053% do PIB”, o que coloca Portugal na cauda da UE. O que falta para dinamizar o capital de risco?
Falta capital privado institucional, para que os fundos tenham uma dimensão adequada à quantidade de oportunidades tanto em Private Equity como em Venture Capital. A indústria não pode depender tanto de capital com origem no Estado. De resto, não escasseiam oportunidades de investimento e essa resistência de alguns empresários já foi em larga medida ultrapassada porque entendem que para crescer e internacionalizar é fundamental ter capital e know-how, algo muito diferente do caminho tradicional de recorrer apenas a dívida.
O Governo admite acabar com o SIFIDE através de fundos de investimento. Considera esta uma medida preocupante para a liquidez de financiamento do ecossistema de empreendedorismo? Porquê?
O que consideramos é que devem existir condições para que o Governo cumpra com o seu programa nesta matéria – a criação de um fundo de fundos em condições de mercado pelo BPF e o incentivo a que os institucionais privados invistam conforme acontece nos países mais desenvolvidos nesta indústria. Porque obviamente se deixa de existir o SIFIDE, têm que existir alternativas, melhores e em condições de mercado, para que a indústria possa continuar a contribuir para a modernização e internacionalização da economia Portuguesa.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com