Stilwell: EDP vai anunciar no primeiro trimestre novo plano estratégico até 2025

Eleito pelos acionistas esta manhã como CEO para o triénio 2021-2023, Miguel Stilwell de Andrade disse que o novo plano irá ser apresentado no final de fevereiro ou início de março. “Estaremos muito focados em continuar a acelerar o crescimento da EDP a nível internacional, sem esquecer obviamente a matriz portuguesa”, sublinhou.

O novo Conselho de Administração Executivo da EDP Energias de Portugal está a fazer uma reflexão estratégica para poder anuncia um novo plano estratégico com metas até 2025 no primeiro trimestre deste ano, provavelmente no final de fevereiro ou início de março,  afirmou Miguel Stilwell de Andrade, que foi esta terça-feira eleito CEO da empresa em assembleia geral extraordinária.

“Estamos agora a fazer uma reflexão estratégica que já se iniciou há algum tempo, mas que vamos continuar agora ao longo das próximas semanas com vista a podermos anunciar ao mercado durante o primeiro trimestre, um plano estratégico que irá materializar a nossa ambição até 2025”, afirmou Stillwell de Andrade, em conferência de imprensa, adiantando que a apresentação poderá ser feita no final de fevereiro ou início de março.

Stilwell de Andrade explicou que os meses em que foi CEO interino, desde a suspensão de António Mexia em julho, foram “desafiantes”, salientando que havia várias operações em curso, e que foram completadas apesar de cerca de 70% dos trabalhadores estarem a trabalhar a partir de casa.

Recordou que a EDP avançou com a compra de 70% da Viesgo em Espanha por 2 mil milhoes de euros, fez um aumento de capital de mil milhões de euros para financiar essa compra e alcançou um objetivo de sete gigawatts de energias renováveis, que era até 2022, e concluiu a venda um portefólio de clientes em Espanha à Total e ainda a venda de portefólios de ativos renováveis nos EUA e em Espanha.

“Foi um conjunto de operações muito relevantes que concluímos na segunda metade ano, praticamente todas em dezembro. Com isso fechamos bem o ano e concluímos grande parte do plano estratégico que tinhamos previsto até 2022, antecipando grandes partes dos objectivos”, adiantou.

“Estaremos muito focados em continuar a acelerar o crescimento da EDP a nível internacional, sem esquecer obviamente a matriz portuguesa. Vamos continuar a investir muito em renováveis, vamos continuar em redes inteligentes, vamos investir em inovação, assegurando que desenvolvemos as melhores soluções para os nossos domésticos e empresariais nas várias geografias onde estamos e no fundo esse são os eixos que têm enquadrado a nossa liderança na transição energética”, explicou.

“Queremos criar valor para os nosso acionistas, acho que isso é indiscutível e acho que isso é seguramente uma marca desta gestão, tal como foi da anterior. A performance das ações da EDP têm demonstrado que os investidores têm grandes expectativas em relação ao nosso potencial”, adiantou, sublinhando que “há aqui também uma elevada expectativa e responsabilidade acrescida de entregar isso”.

O grupo EDP valorizou quase 33% na bolsa de Lisboa num espaço de um ano, tendo agora uma capitalização bolsista de 21,2 mil milhões de euros. A cotação da EDP tem vindo a bater recordes no PSI 20: no dia 8 de janeiro atingiu o seu valor mais alto de sempre em negociação (5,66 euros) e o mais elevado de fecho (5,63 euros).

[Atualizada às 18h42]

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