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Stock de depósitos e crédito concedido pela banca recuam em dezembro

O stock de depósitos registou uma descida de 1,4% em 2023, face a 2022. Já o crédito concedido pela banca recuou 0,6%, com o crédito à habitação a descer 1,3%.
26 Janeiro 2024, 11h25

O stock de depósitos de particulares recuou em dezembro, assim como o montante total de empréstimos concedidos pela banca, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.

“No final de 2023, o stock de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 179,8 mil milhões de euros, menos 2,7 mil milhões de euros do que no final de 2022”, indica o regulador.

Para esta evolução, detalha, “foram determinantes as reduções registadas nos primeiros meses do ano. O valor mínimo, de 173,7 milhões de euros, foi atingido em maio (menos 8,8 mil milhões de euros do que no final de 2022)”.

Os depósitos à ordem reduziram-se 9,6 mil milhões de euros, enquanto os depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso) aumentaram aproximadamente de sete mil milhões de euros.

O crescimento dos depósitos tem desacelerado nos últimos anos: de 8,1% em 2020, abrandou para 6,6% em 2021 e para 5,4% em 2022. Em 2023, essa desaceleração foi de 1,4%.

Por outro lado, no final de 2023, o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos a particulares registou uma taxa de variação anual de -0,6% (3,6% no final de 2022). O montante total de empréstimos para habitação era de 98,9 mil milhões de euros, menos 1,4 mil milhões do que em dezembro de 2022.

No caso dos empréstimos à habitação, a redução foi de 1,3% em relação a 2022. “Este decréscimo foi gradual ao longo do ano, motivado pelo contexto de subida das taxas de juro, refletindo-se num aumento das amortizações antecipadas e no abrandamento na procura de crédito à habitação”, refere.

No consumo, a tendência foi inversa. Os empréstimos atingiram 21,2 mil milhões de euros, mais 500 milhões de euros do que no final de 2022. Estes empréstimos aumentaram 3,6% em 2023, valor abaixo do registado no final de 2022 (5,9%).

Notícia atualizada 

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