Sub-representação feminina nas TIC em debate. Veja a webconference na JE TV

Conferência Tecnologia no Feminino tem a participação de Rosa Monteiro; secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade; de Vanda de Jesus, diretora Executiva da Portugal Digital; de Inês Lucas, diretora de IT da REN – Redes Energéticas Nacionais; e de Beatriz Durão, junior Energy Service Engineer da Huawei Portugal.

Portugal destaca-se, no quadro da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), por ter uma maioria das estudantes a optarem por cursos das áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, no acrónimo em inglês), mas quando desagregamos os dados, percebemos que a situação nas áreas das tecnologias de informação e comunicação (TIC), tanto na formação como no mercado de trabalho, é de significativa sub-representação feminina.

Segundo o Gender Equality Index 2020, produzido pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (IEIG), em Portugal, apenas 18,6% dos licenciados são mulheres (dados de 2018), que constituem apenas 15,7% dos especialistas no mercado (dados de 2019). Acrescenta-se, ainda, que a proporção feminina no grupo de cientistas e engenheiras em sectores de alta tecnologia é de 20,2%.

Todos estes valores estão longe dos 52,4% de proporção de mulheres em Portugal, como indicam os dados preliminares do Censos 2021.

O estudo do IEIG, que teve a última edição focada na digitalização, reflete dados sobre o uso e desenvolvimento de competências e tecnologias digitais e a transformação digital do mundo do trabalho, registando menores percentagens de mulheres no uso da internet e na utilização de sistemas digitais.

Numa altura em que o sector das TIC é apontado como essencial para o desenvolvimento económico e social, no âmbito de um processo generalizado de digitalização, que foi reforçado pelas contingências da pandemia de Covid-19, o Gender Equality Index 2020 aponta, ainda, que as mulheres também investem menos que os homens na formação em competências digitais. Esta ideia é reforçada pelos dados do relatório PISA – o programa da OCDE que mede competências dos jovens dos Estados-membros da organização na leitura, matemática e ciência – que também mostra a persistência do estereotipo de que as ciências são áreas masculinas, registando uma menor apetência das raparigas. “No conjunto dos alunos portugueses com melhores desempenhos, um em cada dois rapazes pensa vir a desenvolver uma profissão na área das ciências e das engenharias, enquanto uma em cada sete raparigas pensa vir a fazê-lo”, refere o relatório. Menos de 1% das raparigas terá admitido ter interesse em tecnologias de informação.

Este é o pano de fundo da conferência Tecnologia no Feminino, promovida pelo JE, com o apoio da Huawei, que será transmitida esta quinta-feira, 9 de setembro, e que contará com a participação de Rosa Monteiro; secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade; de Vanda de Jesus, diretora Executiva da Portugal Digital; de Inês Lucas, diretora de IT da REN – Redes Energéticas Nacionais; e de Beatriz Durão, junior Energy Service Engineer da Huawei Portugal.

Nesta conferência, que terá cerca de hora e meia de duração, será analisada a situação do mercado das TIC em Portugal, quando é confrontado com uma crescente procura de competências, discutidas as ações que podem ser desencadeadas para combater a sub-representação feminina neste sector e para incentivar a opção das mulheres pelas TIC, tanto na formação como no mercado de trabalho, e perceber que papel podem ter as políticas públicas, neste quadro.

A conferência será transmitida através da plataforma multimédia JE TV, a partir das 15h00, em www.jornaleconomico.pt e nas redes sociais do JE.

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