As consequências do conflito do Médio Oriente já se têm feito sentido internacionalmente, com a escalada do preço dos combustíveis. Estes aumentos já estão a pressionar a inflação e podem ter reflexos diretos no bolso das famílias através do aumento das taxas de juro associadas ao crédito à habitação.
O Banco Central Europeu (BCE) tem reunião marcada para a próxima semana, e apesar de não serem esperadas alteração nas taxas já, os mercados já começaram a reagir ao cenário de inflação elevada.
De acordo com a Deco Proteste as taxas Euribor inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram um movimento de subida que se tem intensificado nos últimos dias.
“Nos primeiros dias de março, a Euribor a 6 meses, o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, chegou já a subir quase 8%. No caso da Euribor a 12 meses, o agravamento aproximou-se dos 15%”, revelam.
Caso a tendência se mantenha até ao fim do mês as médias da Euribor em março devem “superar as registadas em fevereiro, o que significará uma subida das prestações para os contratos cujo período de revisão ocorra em abril”.
A Deco estima que uma família com um crédito à habitação de 150 mil euros, a 30 anos, com um spread de 1% e indexado à Euribor a 6 meses, poderá enfrentar um aumento de pelo menos 20 euros na prestação mensal.
“Quando se alarga a análise à atual carteira ativa de crédito à habitação de taxa variável em Portugal, o impacto da subida das taxas de juro observada apenas neste mês poderá representar cerca de 8,5 milhões de euros adicionais nos orçamentos das famílias nos próximos meses”, apontam.
Perante esta situação, a Deco recomenda que os consumidores aproveitem este momento para rever as condições do seu contrato de crédito à habitação e comparar com as propostas existentes no mercado.
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