Tancos: António Costa indicado como testemunha. Juiz Carlos Alexandre quer ouvi-lo presencialmente no tribunal

Segundo a Sábado, o juiz já terá dado seguimento ao pedido de audição presencial do primeiro-ministro para o Conselho de Estado (CS), o órgão que tem de autorizar o testemunho de António Costa.

Twitter

O primeiro-ministro, António Costa, foi indicado como testemunha no processo de Tancos pela defesa do antigo ministro da Defesa Azerede Lopes e o juiz de instrução Carlos Alexandre quer que o Chefe de Governo preste declarações presencialmente, noticiou a revista “Sábado” na segunda-feira, 9 de dezembro.

O juiz de instrução não quer que António Costa responda por escrito, um direito que assiste ao primeiro-ministro de acordo com o artigo 503 do Código do Processo Civil e, por isso, o pedido de audição já seguiu do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) para o Conselho de Estado (CS), o órgão que tem de autorizar o testemunho do primeiro-ministro.

Em tribunal, António Costa terá de responder a tudo o que lhe for perguntado pelo juiz, pelos procuradores do Ministério Público e pelos advogados que defendem os acusados que têm algum tipo de relação com os factos imputados ao ex-ministro da Defesa, de acordo com a “Sábado”.

Recomendadas

PremiumJurista Benja Satula diz que justiça poderia “facilmente” arrestar bens e empresas em Portugal

O combate ao enriquecimento ilícito em Angola vai subir de tom quando reabrir o ano judicial em Luanda. Ao Jornal Económico, o diretor do Centro de Investigação de Direito da Universidade Católica de Angola destaca a conivência de auditores e advogados nesta questão.

Luanda Leaks: Rui Pinto terá sido o denunciante segundo a PJ

As autoridade relacionam o facto o advogado de Rui Pinto, William Bourdon, ser um dos fundadores da PPLAAF, uma plataforma de proteção de denunciantes em África.

10 demissões em menos de uma semana. Como o ‘Luanda Leaks’ afetou pessoas da confiança de Isabel dos Santos

Em menos de uma semana, as revelações feitas pela investigação jornalística Luanda Leaks já provocaram várias demissões em empresas participadas por Isabel dos Santos, como a NOS, Efacec e EuroBic. Em Angola, as revelações também estão a provocar réplicas em empresas como o Banco de Fomento de Angola (BFA) ou a operadora de telecomunicações Unitel.
Comentários