TAP. Pilotos do SPAC aceitam “acordo de emergência”

Com uma participação massiva de 96,8% dos associados do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), foi votado o “Sim” ao “acordo de emergência” estabelecido com a administração da TAP, com uma maioria de 617 votos. O regime sucedâneo é afastado para os pilotos, que vêm o ordenado ser cortado em 50% acima do valor de garantia de 1.330 euros mensais.

Primeiro foram os tripulantes da PGA – Portugália a confirmarem o “Sim” ao “acordo de emergência”, na votação realizada quinta-feira, 25 de fevereiro. Hoje, sexta-feira, 26 de fevereiro, foi a vez dos pilotos da TAP representados pelo SPAC – Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil votarem favoravelmente o respetivo “acordo de emergência”, o que se soube pouco depois das 20h00 de Lisboa, ainda a votação dos tripulantes da TAP representados pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) não tinha sido concluída – só encerra às 21h00 de Lisboa.

Num comunicado breve, o SPAC refere que “os pilotos da TAP reunidos em Assembleia de Empresa aprovaram o acordo de emergência proposto pela empresa. Desse modo decidiram eles próprios abdicar de 50% dos seus vencimentos para a recuperação da TAP. O Sindicato dos Pilotos congratula-se com a participação massiva de 96,8% dos associados”.

Desta forma, os pilotos da TAP e os tripulantes da PGA aprovaram os respetivos “acordos de emergência” negociados entre a administração da companhia aérea e a direção dos sindicatos das suas classes profissionais, afastando nestas classes o regime sucedâneo.

Entre os 96,8% dos pilotos do SPAC que votaram este sexta-feira, 26 de fevereiro, 617 pilotos votaram a favor, 578 votaram contra e 18 abstiveram-se. No entanto, o clima geral entre os pilotos faz notar a redução de salarial de 50% que será processada nas folhas de vencimento acima do valor da garantia mínima de 1.330 euros, quando as outras classes profissionais terão uma redução de 25%.

No conjunto das classes profissionais que trabalham no Grupo TAP foram concretizados seis “acordos de emergência” diferentes entre a administração da TAP e os 15 sindicatos que representam os trabalhadores do Grupo TAP, sob a liderança do CEO Ramiro Sequeira e do chairman Miguel Frasquilho. Os três sindicatos que demoraram a ratificar os acordos foram o SPAC, o Sindicato Independente dos Pilotos de Linha Aérea (SIPLA) e o SNPVAC, que tem a maior representatividade entre os trabalhadores do “lado ar”, pois tem como associados 2.470 tripulantes, que só terminam a sua votação às 21h00 de Lisboa desta sexta-feira.

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