TAP. Ratificação dos acordos com pilotos e tripulantes era “passo crucial”, diz o Governo

“Porque estes acordos representam um compromisso muito firme de todos com o futuro da companhia, dão ainda mais credibilidade ao plano de reestruturação que o Estado português continuará a negociar com a Comissão Europeia ao longo das próximas semanas”, sublinhou o Ministério das Infraestruras e da Habitação.

Mário Cruz/LUSA

A ratificação pelo membros do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e pelos do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) dos acordos de emergência com a TAP, juntando-se assim a outras 12 estruturas dos trabalhadores, representou um “passo crucial” para o plano de restruturação da empresa para os próximos quatro anos, disse este sábado o Ministério das Infraestruturas e da Habitação (MIH).

“O  MIH congratula-se com a aprovação dos acordos de emergência por parte dos associados do SPAC e o SNPVAC, nas respetivas assembleias que decorreram durante o dia de ontem”, referiu, em comunicado.

“Das catorze estruturas representativas dos trabalhadores com que a TAP celebrou acordos de emergência até ao dia 6 de fevereiro, estes eram os dois sindicatos que ainda não tinha ratificado internamente os acordos”, adiantou o ministério liderado por Pedro Nuno Santos. “Este era, portanto, o passo essencial que faltava cumprir para dar por fechado um período muito exigente em que foi possível à empresa e aos seus trabalhadores acordarem as condições remuneratórias e laborais que vão vigorar ao longo da implementação do plano de reestruturação nos próximos 4 anos”.

O MIH elogiou o “sentido de responsabilidade” demonstrado por todos os sindicatos e pelos seus trabalhadores pela forma como este processo de negociação, primeiro, e da ratificação interna, depois, foi conduzido ao longo do último mês e meio.

“A consciência da situação muito urgente que a empresa atravessa e o espírito de sacrifício revelado por sindicatos e trabalhadores na aprovação destes acordos de emergência são a prova inequívoca do empenho que todos – trabalhadores, administração e Governo – têm colocado na viabilização presente e futura de empresa”, adiantou.

“Porque estes acordos representam um compromisso muito firme de todos com o futuro da companhia, dão ainda mais credibilidade ao plano de reestruturação que o Estado português continuará a negociar com a Comissão Europeia ao longo das próximas semanas”, sublinhou.

Explicou que a conclusão deste processo negocial e a definição do plano de reestruturação a implementar pela empresa até 2024 permitirão iniciar uma nova fase na vida da TAP.

“No fim deste período, todos ambicionamos que a TAP tenha atingido a autonomia e a sustentabilidade que lhe permitam continuar a assumir o papel estratégico para o país que desempenhou nos seus quase 76 anos de história, concluiu.

 

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