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Tarifas de Trump fazem Wall Street tombar

Dos três principais índices norte-americanos, que terminaram o dia a perder, o Nasdaq foi o mais penalizado, com um tombo de 5,97%. A Apple, que fabrica grande parte dos iPhones na China, afundou 9,25%.
Reuters
3 Abril 2025, 21h12

Nova Iorque fechou o dia a registar perdas, depois de Donald Trump ter anunciado as tarifas comerciais, que geraram temores de uma possível guerra comercial.

O mercado reagiu negativamente ao anúncio de tarifas pela administração Trump, na quarta-feira, sobre dezenas de países, que podem ir de uma taxa básica de 10% até valores mais elevados, como de 20% para a UE e de 34% para a China (a que se somam os 20% já aplicados sobre bens chineses).

Apesar das quedas sentidas ao longo do dia nos índices, o presidente norte-americano já referiu que a sua estratégia comercial estava a “correr muito bem”.

O índice Dow Jones perdeu 4,01%, para 40.531,79 pontos, o S&P500 caiu 4,84% para 5.396,51 pontos e o Nasdaq tombou 5,97% para 16.550,61 pontos.

Entre os principais movimentos na bolsa, a Apple, que fabrica grande parte dos iPhones na China, afundou 9,25%, enquanto o restante setor tecnológico não escapou ao sentimento negativo: a Tesla perdeu 5,52% e Nvidia recuou 7,82%.

Depois a Nike tombou 14,47%, seguida da Boeing, que caiu 10,47% e a American Express perdeu 9,97%. A Walt Disney desceu 9,28% e a Goldman Sachs derrapou 9,26%. Em contraciclo, a UnitedHealth ganhou 3,42%, a J&J subiu 2,87% e a Coca-Cola aumentou 2,58%.

No mercado do petróleo o texano WTI tomba 6,92%, fixando o preço do barril nos 66,75 dólares. A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em junho terminou hoje no mercado de futuros de Londres em forte baixa de 6,42%, para os 70,14 dólares. Já o gás natural ganha 1,45% para 4,115 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 1,53% face ao dólar, fixando-se nos 1,1025 dólares.

 

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