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Táxis exigem apoios do Governo face à subida do gasóleo

A Federação Portuguesa do Táxi alertou esta semana que a escalada dos preços dos combustíveis está a colocar em risco a sobrevivência de milhares de profissionais do setor e a continuidade do serviço público do táxi em muitas regiões do país.
Cristina Bernardo
13 Março 2026, 12h18

A Federação Portuguesa de Táxis (FPT) defende que, sem medidas de apoio, o país poderá perder o serviço público do táxi, especialmente fora dos grandes centros urbanos, onde é fundamental para a coesão social e territorial.

Para mitigar a situação, a Federação propõe a criação de um “gasóleo profissional do Táxi”, com reembolso parcial do Imposto sobre Produtos Petrolíferos, semelhante ao que já existe para o transporte de mercadorias. Além disso, sugere um programa anual de apoio ao combustível através do Fundo Ambiental, com montantes por viatura alinhados com os esforços feitos para os autocarros, e o reforço dos apoios à descarbonização, incluindo mais verbas para táxis de baixas emissões e instalação de pontos de carregamento dedicados.

“A situação é crítica e exige intervenção imediata”, alertou a FPT. “Sem estas medidas estruturais, o país arrisca perder um serviço público essencial, com consequências graves para a mobilidade e a coesão territorial.”

O setor do táxi, que já enfrenta desafios crescentes devido à concorrência das plataformas digitais e às alterações nos hábitos de mobilidade, vê agora no aumento do preço do gasóleo mais um fator de pressão sobre a sua sustentabilidade económica.


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