A Federação Portuguesa de Táxis (FPT) defende que, sem medidas de apoio, o país poderá perder o serviço público do táxi, especialmente fora dos grandes centros urbanos, onde é fundamental para a coesão social e territorial.
Para mitigar a situação, a Federação propõe a criação de um “gasóleo profissional do Táxi”, com reembolso parcial do Imposto sobre Produtos Petrolíferos, semelhante ao que já existe para o transporte de mercadorias. Além disso, sugere um programa anual de apoio ao combustível através do Fundo Ambiental, com montantes por viatura alinhados com os esforços feitos para os autocarros, e o reforço dos apoios à descarbonização, incluindo mais verbas para táxis de baixas emissões e instalação de pontos de carregamento dedicados.
“A situação é crítica e exige intervenção imediata”, alertou a FPT. “Sem estas medidas estruturais, o país arrisca perder um serviço público essencial, com consequências graves para a mobilidade e a coesão territorial.”
O setor do táxi, que já enfrenta desafios crescentes devido à concorrência das plataformas digitais e às alterações nos hábitos de mobilidade, vê agora no aumento do preço do gasóleo mais um fator de pressão sobre a sua sustentabilidade económica.
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