Tecnológica Claranet compra brasileira Mandic

A empresa britânica viu as suas receitas no Brasil triplicarem em menos de oito meses, fixando-se agora acima dos 250 milhões de reais (cerca de 37 milhões de euros). Logo, esta aquisição insere-se na estratégia de crescimento no país da América Latina.

A tecnológica britânica Claranet anunciou esta terça-feira a aquisição da empresa de tecnologias da informação (TI) Mandic para reforçar a presença no Brasil. O valor do negócio não foi revelado, mas com esta compra as operações da Claranet no mercado brasileiro passam a contar com 450 colaboradores.

As mais de quatro centenas de trabalhadores servem aproximadamente 5 mil clientes empresariais, entre os quais a Embraer, o Banco Inter, o Banco Fibra, a Samsung, a Travelex e a Sky.

A Mandic contabiliza cerca de 200 certificações em tecnologias de computação na nuvem (cloud) e uma história de 30 anos no sector das TI no Brasil, o que agrada à fornecedora de soluções de cloud, hosting, redes, segurança e espaço de trabalho em modelo as a service. A private equity norte-americana Riverwood Capital tem sido o principal investidor da Mandic desde 2012 e irá manter uma participação minoritária na Claranet Brasil.

A Claranet viu as suas receitas no Brasil triplicarem em menos de oito meses, fixando-se agora acima dos 250 milhões de reais (cerca de 37 milhões de euros), com uma margem de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) à volta dos 30%. Logo, esta aquisição insere-se na estratégia de crescimento no país da América Latina.

“A Claranet tem assumido a liderança dos mercados de Cloud pública e privada, cibersegurança e inovação digital no Brasil. A nossa ambição é continuar a acelerar o nosso crescimento, manter a agilidade e garantir que continuamos a oferecer as soluções de tecnologia mais inovadoras aos nossos clientes”, garante o CEO da empresa no Brasil, Edivaldo Rocha.

O grupo soma, assim, a terceira compra no Brasil, depois da CredibiliT (2017) e da CorpFlex (2020). “A expansão para o Brasil em 2017 foi uma estratégia deliberada, de entrada num mercado de TI já desenvolvido, mas ao mesmo tempo oferecendo elevado potencial de crescimento. Estamos a fazer no Brasil o mesmo caminho que iniciamos noutros países da Europa, conciliando crescimento orgânico com consolidação do mercado, para atingir a liderança”, explica António Miguel Ferreira, membro executivo do conselho de administração da Claranet.

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