O fenómeno DeepSeek provocou um disparo na valorização das tecnológicas chinesas: mais de 20% no espaço de um mês, entrando em bull market.
Isto é dinheiro estrangeiro a entrar na China à procura da nova DeepSeek, o modelo de inteligência artificial (IA) que deixou as tecnológicas norte-americanas à beira de um ataque de nervos por ter alegadamente custos de desenvolvimento bem mais baixos, o que pode significar uma verdadeira revolução no desenvolvimento da IA. A Nvidia chegou a desvalorizar 590 mil milhões de dólares, a maior perda diária de sempre em Wall Street.
O índice Hang Seng Tech, que segue os 30 maiores grupos tecnológicos listados em Hong Kong, subiu 25% desde 13 de janeiro, segundo o “Financial Times”.
A performance do índice já ultrapassou a do Nasdaq 100 (4%) e a das Sete Magníficas tecnológicas norte-americanas (0,5%).
“Apenas as empresas chinesas de internet são globalmente competitivas e comparáveis às Sete Magníficas”, disse o analista da Abrdn Bush Chu. “A melhoria do sentimento está a levar alguns fluxos de volta à China. Estamos a começar a ver um rally na China por causa disto”.
O gigante de internet Alibaba subiu mais de 6% na quarta-feira após a imprensa chinesa ter revelado que estava a trabalhar com a Apple para desenvolver um iPhone com IA na China.
O rally acontece num momento preocupante para a economia chinesa devido às preocupações com as tarifas impostas por Donald Trump, e pela crise do imobiliário.
Entre os beneficiados pelo investimento estrangeiro estão empresas de computação na cloud e de produção de hardware: a Alibaba (+43%), a Xiaomi (+34%), o motor de busca Baidu (+13%), o produtor automóvel BYD (+40%).
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