Num momento em que o debate público em Portugal se concentra sobretudo na inteligência artificial enquanto fenómeno generalista, os dados do estudo da KPMG revelam que será no setor das telecomunicações que esta tecnologia terá um dos impactos mais profundos e imediatos.
O estudo da KPMG “Technology & Telecommunications CEO Outlook” edição de 2025 mostra que os líderes empresariais do setor das telecomunicações estão entre aqueles que mais aceleram a integração de IA autónoma, a modernização das redes e a reorganização das equipas para enfrentarem a maior disrupção tecnológica da última década. Paralelamente, o setor enfrenta um cenário de elevada confiança no crescimento, forte pressão regulatória, objetivos ESG cada vez mais exigentes e a urgência de reforçar a resiliência digital face ao aumento dos riscos de cibersegurança. As telecomunicações surgem como o setor onde a disrupção tecnológica tem maior impacto nas decisões de gestão, com 32% dos CEO a identificarem a disrupção tecnológica, e 33% a referirem a integração da IA como fatores determinantes.
Diogo Eloi de Sousa, Partner de Advisory e Head of Telcos na KPMG Portugal comenta que: “As empresas estão a enfrentar a necessidade premente de evoluir para redes inteligentes, automatizadas e orientadas por dados. A IA autónoma é capaz de tomar decisões autónomas, antecipar falhas, personalizar ofertas em tempo real e, redefinir a experiência do cliente e está a transformar as empresas de telecomunicações em verdadeiras empresas tecnológicas, reposicionando-as no centro da economia digital. As empresas que estão na vanguarda desta transformação serão mais competitivas e estarão em melhor posição para enfrentar os desafios do futuro”.
O estudo revela também que 66% dos CEO do setor das telecomunicações vão dedicar entre 10% e 20% do orçamento anual à IA, e que 62% dos líderes do setor acreditam que a IA autónoma terá um impacto “transformacional” nas suas organizações. Esta aceleração ocorre num contexto em que 84% dos CEO do setor das Tecnologias, dos Media e das Telecomunicações (TMT) esperam um retorno positivo do investimento em IA num prazo de até três anos, sendo que 22% esperam obtê-lo já no primeiro ano.
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