Timor-Leste forma professores em língua portuguesa

Parceria luso-timorense assegura formação contínua em língua portuguesa para professores do ensino. Uma iniciativa de 16 milhões de euros.

A formação de professores é complexa, demora tempo e requer dinheiro, mas é a única forma de ter professores devidamente preparados.

Timor-Leste persegue esse desiderato e com o apoio de Portugal vai dar início a um novo projeto de formação contínua de professores. O “Pró-Português” aposta no desenvolvimento das competências e na proficiência em língua portuguesa – nível B2 – dos professores de todos os ciclos de ensino, desde o pré-escolar até ao secundário, passando pelo ensino básico de escolas dos 65 Postos Administrativos de Timor-Leste.

Luís Faro Ramos, presidente Instituto Camões de Cooperação e da Língua, que assinou o protocolo em Timor-Leste, explicou, citado pelo “Mundo Português”, que haverá cerca de “520 horas de formação por ano para uma média de 4.300 professores”, permitindo a todos os professores do sistema educativo atingir o nível B2 nos três anos do programa.

A ministra da Educação e Desporto, Dulce Soares, citada pela mesma publicação, explicou que esta é a resposta ao problema identificado em 2015 em testes diagnósticos: “78% dos professores timorenses (…) possuíam um conhecimento incipiente de língua portuguesa, o que resultava em dificuldades no seu uso como língua de instrução em sala de aula”.

O projeto, orçado em 16,28 milhões de euros, dos quais 3,34 milhões serão co-financiados por Portugal, vai ser concretizado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e pelo timorense Instituto Nacional de Formação de Docentes e Profissionais da Educação. O mesmo envolve 33 professores portugueses, dois coordenadores e 53 formadores efetivos timorenses, e igual número de suplentes.

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