“Típico” freelancer português é homem, trabalha em casa e recebe cerca de mil euros mensais

A plataforma Fiverr, que liga empresas e freelancers, concluiu através de um estudo que estes profissionais com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos.

O freelancer-tipo em Portugal é homem, trabalha em casa e recebe cerca de mil euros por mês, de acordo com um estudo recente da plataforma Fiverr que reuniu uma amostra de 250 entrevistas. A empresa concluiu que, entre os participantes no inquérito, a maioria eram homens (81%), com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos, residentes nos distritos de Lisboa, Setúbal ou Leiria (29%), Algarve (12%) e Beira Alta (11%).

Metade destes profissionais – que são trabalhadores por conta própria que disponibilizam serviços a uma ou mais entidades – declarou receber entre 12 mil euros e 18 mil euros anuais e a outra metade apontou para entre 18 mil euros e 28 mil euros (sem detalhar se são valores líquidos ou bruto).

O estudo assinala ainda que, na generalidade, os clientes dos freelancers portugueses estão repartidos 50/50 entre Portugal e estrangeiro, pelo que tendem a trabalhar de forma remota (teletrabalho), uma realidade que a maior parte (51%) já conhecia mesmo antes da pandemia da Covid-19. Ademais, 23% recorre a espaços de co-work.

Quase metade (44%) dos participantes referiu que poder definir as suas horas de trabalho é uma das principais razões que os levou a tornarem-se freelancers, bem como a flexibilidade, assinalada por 41% como o principal motivo pelo qual trabalham de forma independente.

Os freelancers portugueses partilharam que a forma mais comum de venda dos seus serviços é através do marketing direto e e-mail (54%), seguido pelos marketplaces/websites (52%).

“Nos últimos anos, Portugal tem vindo a tornar-se cada vez mais atrativo para os trabalhadores independentes e nómadas digitais. Ainda que muitos optem por viver nas grandes cidades, o interesse por zonas interiores e rurais para trabalhar remotamente, como a Ericeira, tem aumentado segundo o Nomadlist.com”, explica a Fiverr, no estudo divulgado esta segunda-feira.

Para os autores da análise, esta preferência deverá estar relacionada com a proximidade familiar, uma vez que mais de um terço (395) dos inquiridos admitiu que este é um fator crucial.

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Estas “lojas”, na sua maioria, não se encontram registadas como empresas em Portugal, não possuem um endereço físico de contacto, e, por vezes, não se tratam de vendas de comerciantes, mas sim vendas entre particulares, o que torna mais difícil a resolução de um possível conflito. O endereço físico da loja, ou uma morada para contacto, é essencial para reclamar em caso de conflito.

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