Tiroteio em Las Vegas: Facebook e Google acusados de promover ‘fake news’

As empresas Facebook (FB) e Google estão a ser alvo de duras críticas por não terem conseguido filtrar as notícias falsas (fake news) sobre o tiroteio em massa, em Las Vegas, no passado domingo.

As duas principais empresas de media ajudaram a mostrar notícias imprecisas que identificaram erroneamente um homem com fortes inclinações de esquerda como sendo o responsável pelo ataque. As notícias circularam em sites de direita, antes de serem filtradas pela Facebook Inc. e pela Google.

Ambas as empresas disseram que a demora em filtrar as fake news ocorreram por pouco tempo, acrescentando que estão a trabalhar para corrigir as falhas.

“Esse caminho existe – o facto é que eles [Facebook e Google] não têm vontade em fazê-lo”, disse Scott Galloway, professor de marketing na Universidade de Nova Iorque. Ao Financial Times, o professor disse que a contratação de mais funcionários para identificar e remover informações falsas foi demasiado limitada para ter um efeito real.

Relativamente ao Facebook, que já estava sob pressão política devido à interferência russa durante as eleições dos EUA, as informações erradas (espalhadas pelo site ‘Alt-Right’), apareceram na página“Safety Check” da rede social. Esta página do FB permite que as pessoas possam informar os seus amigos e familiares de que estão seguros, depois de uma crise.

A notícia em questão, onde se falava de outro suspeito, foi detetada pelo centro global de operações de segurança da rede social de Mark Zuckerbeg, mas “a sua remoção foi adiada por alguns minutos”, sendo que o post foi capturado em print screen, e partilhado online.

O Facebook não explicou como é que os algoritmos permitiram que as informações falsas fossem publicadas. “Estamos a trabalhar para resolver o problema que permitiu que isto acontecesse, e lamentamos profundamente a confusão que isto causou”.

No caso da Google, uma pesquisa sobre o nome do homem acusado indevidamente (Geray Danley) resultava no aparecimento de três caixas denominadas “Top Stories”. Um desses resultados era um post do ‘4Chan’, um site conhecido por partilhar informações falsas.

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Enquanto o Facebook removeu manualmente o problema, a Google disse que a publicação do ‘4Chan’ foi “substituída algorítmicamente” e que esse processo levou “horas”.

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