Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

Nos EUA arranca a época de divulgação de resultados das empresas norte-americanas, enquanto no Reino Unido a semana será marcada pela votação do acordo para o Brexit. Em Portugal, destaque para a publicação dos dados sobre a atividade turística.

Cristina Bernardo

Arranque da época de resultados empresariais 

A semana será marcada pela apresentação dos resultados trimestrais das principais empresas norte-americanas. Na segunda-feira, o Citigroup Inc. apresenta os resultados do último trimestre de 2018, enquanto na terça-feira as atenções centram-se na JPMorgan Chase & Co, na Delta Air Lines Inc e na Wells Fargo & Co. Na quarta-feira serão conhecidos os resultados da BlackRock, Bank of New York Mellon Corp/T,  PNC Financial Services Group I, Bank of America Corp e Goldman Sachs Group, enquanto na quinta-feira o destaque vai para os resultados da Netflix e American Express.

Dia decisivo para Theresa May

Esta terça-feira é dia ‘D’ para o Brexit, com a votação pelo parlamento britânico do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Depois da discussão na última semana, os deputados britânicos votam o acordo negociado pela primeira-ministra Theresa May com Bruxelas que define os termos da saída e entre as medidas mais criticadas está o ‘backstop’ de salvaguarda para a província britânica da Irlanda do Norte.

Evolução da atividade turística em Portugal

Esta terça-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) publica os dados da atividade turística em Portugal, relativos a novembro. Em outubro, as dormidas de residentes cresceram 10,8% face ao mês homólogo, enquanto as de não residentes diminuíram 3,2%. No total, no mês de referência, os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram 2,0 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas.

Empresários, dirigentes sindicais e banqueiros debatem capitalização das empresas 

Esta quinta-feira realiza-se o Fórum Capitalizar, promovido pelo Jornal Económico e pelo Novo Banco, no Museu do Oriente, e que junta à mesma mesa empresários, dirigentes sindicais e banqueiros. Em discussão estarão os diferentes mecanismos de capitalização das empresas e o impacto para as estratégias de inovação, crescimento e internacionalização. Com início às 9h, a sessão de abertura caberá ao CEO do Novo Banco, António Ramalho, como keynote speaker. Às 9h30, segue-se um frente a frente entre António Saraiva e Carlos Silva, presidente da CIP e líder da UGT, respetivamente, moderado por António Ramalho, tendo como tema “o investimento como fator de sustentabilidade”. Após o coffee-break, terá lugar um debate sobre “o investimento como fator de crescimento”, que contará com as participações de Vítor Fernandes, administrador do Novo Banco, José Theotónio, CEO do Grupo Pestana, Jaime Andrez, presidente do programa COMPETE 2020, Avelino Gaspar, presidente da Lusiaves, e Kim Kreilgaard, chefe da representação em Portugal do Banco Europeu de Investimento (BEI). Este debate, que se estenderá até às 12h15, será moderado por Filipe Alves, diretor do Jornal Económico.

 

 

Ler mais
Recomendadas

Apesar da ira de Trump, Sintra não foi palco de ‘guerra cambial’ entre Europa e EUA

Primeiro dia do Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, ficou marcado pela troca de palavras entre Donald Trump e Mario Draghi. “Não visámos as taxas de câmbio”, disse o presidente do BCE, em resposta à crítica do presidente norte-americano sobre o impacto de possíveis cortes adicionais da taxa de juros na zona euro.

Stanley Fischer fez duas previsões: se Trump for reeleito, a Fed terá novo presidente e os EUA serão do “terceiro mundo”

Ex-governador do Banco de Israel e ex-vice da Fed durante a administração de Obama, Stanley Fischer disse que o atual presidente da Reserva Federal norte-americana tem os dias contados se Donald Trump for reeleito. E, nesse caso, existe a probabilidade de os EUA se tornarem num país do ‘terceiro mundo’.

Carney salienta que Banco de Inglaterra pode relançar programa para estimular concessão de crédito

No Fórum do Banco Central Europeu, Mark Carney defendeu ainda a importância de comunicar o ‘guidance’ para “gerir expectativas à medida que as circunstâncias mudam”.
Comentários