Topo da agenda: o que vai marcar a atualidade esta terça-feira

Os dados da inflação nos EUA vão centrar as atenções a nível global. Por cá, a reunião no Infarmed e a audição de Sérgio Monteiro na CPI às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução deverão estar em destaque.

Cristina Bernardo

Numa altura em que as expectativas sobre a subida da inflação e das yields soberanas centram as atenções dos investidores, este deverá ser um dos eventos mais escrutinados da semana. O consenso dos analistas consultados pela Bloomberg aponta para uma subida homóloga nos preços no consumidor de 2,4%, de 1,7%. Em cadeia, ou seja face a fevereiro, a expetativa é de uma subida de 0,5%, uma ligeira aceleração face aos 0,4% do mês anterior.

Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, já afirmou que é natural que a inflação acelere nos próximos meses devido ao aumento do consumo (com o desconfinamento e a acumulação de poupanças e estímulos nos últimos meses) e ao efeito base face aos números baixos do ano passado, mas acredita que será uma subida transitória e pouco significativa. Em todo caso, qual leitura acima das expectativas poderá alarmar os investidores.

Outros eventos em foco:

  • XIX Sessão de Apresentação sobre a “Situação Epidemiológica da COVID-19 em Portugal”, que contará com apresentações técnicas de epidemiologistas e outros especialistas do Ministério da Saúde, da Direção-Geral da Saúde e de outras instituições públicas
  • Audição de Sérgio Monteiro, consultor do Banco de Portugal para a venda do Novo Banco, na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução
  • INE publica Índice de Preços no Consumidor de março
  • INE divulga Índices de Produção, Emprego, Remunerações na Construção de fevereiro
  • Reino Unido: PIB de fevereiro e média de três meses
  • Índice Zew do clima económico na zona euro em abril
  • OPEP divulga relatório mensal
Relacionadas

Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

Os dados da inflação nos Estados Unidos são o destaque à escala global, numa altura em que a subida das yields soberanas preocupa, os investidores. Deste lado do Atlântico há também vários indicadores económicos, enquanto a nível nacional o foco irá estar na renovação do estado de emergência e na apresentação do Programa de Estabilidade.

União Europeia revê possível ligação entre vacina da Johnson & Johnson e coágulos

Apesar de surgir imediatamente a seguir ao anúncio de uma “possível ligação” entre a vacina da AstraZeneca e uma maior probabilidade da ocorrência de coágulos atípicos, a EMA esclarece que a revisão agora feita ao fármaco da Johnson & Johnson se prende com uma formalidade.

DGS recomenda vacina da AstraZeneca para pessoas acima dos 60 anos

A vacina desenvolvida pela farmacêutica anglo-sueca, que contou também com a participação na investigação e desenvolvimento da Universidade de Oxford, foi apontada como aportando um risco acrescido de coágulos na sequência da sua toma por pessoas com menos de 60 anos.
Recomendadas

EuPago regista perdas de operações de mais de 100 mil euros com suspensão temporária do MB Way

Segundo a empresa que executa pagamentos eletrónicos em Portugal, os comerciantes deixaram de receber um volume de pagamentos superior a 100 mil euros, por causa da suspensão temporária do meio de pagamento MBWay.

Comissão Europeia previu que no melhor cenário as perdas do Novo Banco com ativos do BES seriam entre 3 e 4 mil milhões

A Comissão Europeia, no documento publicado no início de 2018, revela, no ponto 224, a sua estimativa do custo da reestruturação do Novo Banco, e portanto do uso do Mecanismo de Capitalização Contingente (CCA), que “no melhor cenário” seria entre 3 e 4 mil milhões de euros. Sobre o EuroBic diz que o Novo Banco ainda está impedido de fazer aquisições, mas no futuro deve procurar operações que criem valor.

Presidente da sociedade que tem 75% do Novo Banco estava no Deutsche Bank quando assessorou o Banco de Portugal na venda

O presidente da Nani Holding que é dona de 75% do Novo Banco, frisou que entrou só em 2019, dois anos e meio depois de ter sido assinado a venda do banco liderado por António Ramalho, em 2017.
Comentários