Groundforce. Sindicato STHA desconvoca três dias de greve, mas SITAVA mantém paralisação

Sindicato STHA, que convocou a greve no passado fim de semana que obrigou ao cancelamento de mais de 600 votos, disse que a “forte mobilização de todos os trabalhadores em todos os aeroportos foi determinante para este desfecho, contudo, não se encerram aqui os temas/problemas que continuam por resolver”. Já o sindicato SITAVA, o mais representativo na Groundforce, mantém os dias de paralisação.

O Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) anunciou hoje que desconvocou as greves marcadas para os dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto. Este sindicato foi o que marcou a greve do passado fim de semana que paralisou os aeroportos nacionais, tendo lançado o caos no aeroporto de Lisboa, obrigando ao cancelamento de mais de 600 voos em todo o país.

A desconvocatória “com efeitos imediatos” surge depois de na quarta-feira o Governo ter anunciado que a TAP iria pagar diretamente os subsídios de férias aos trabalhadores da Groundforce e que iria antecipar o pagamento da fatura de junho para garantir que os salários de julho vão ser pagos.

“Fruto da histórica greve do fim de semana passado, do qual os trabalhadores são os únicos protagonistas, foi possível, numa reunião hoje às 14:30, chegar a um compromisso com o Governo, no sentido de desbloquear, com efeitos imediatos a Greve dos dias 31, 1 e 2 de agosto”, disse o sindicato em comunicado divulgado hoje a que o JE teve acesso.

“Como em qualquer processo, a confiança tem que imperar entre os interlocutores, nem que seja numa dimensão mínima e por um bem maior – os trabalhadores, a Groundforce, a TAP, o turismo e o país”, segundo a estrutura sindical dirigida por André Teives.

Já o SITAVA confirmou ao JE que vai manter os três dias de paralisação marcados – 30 e 31 de julho e de 01 de agosto. Este sindicato é o mais representativo da Groundforce, com mais de mil trabalhadores sindicalizados nesta estrutura.

O sindicato disse que a “forte mobilização de todos os trabalhadores em todos os Aeroportos (LIS – OPO – FAO – FNC e PXO), foi determinante para este desfecho, contudo, não se encerram aqui os temas/problemas que continuam por resolver”.

Por fim, também deixou uma “palavra de agradecimento ao envolvimento direto e robusto da CTP – Confederação do Turismo de Portugal e da APAVT – Associação Portuguesa as Agências de Viagens e
Turismo que, num esforço conjunto, defendeu os interesses dos trabalhadores, da TAP, do turismo e do país, ao qual a função estratégica da Groundforce para todos ficou, bem clara e de uma vez por todas”.

O STHA anunciou os seguintes termos de desconvocação:

  • Pagamento do subsídio de férias e das anuidades vencidas 2021, antes do processamento salarial de julho (dia 28), para todos os trabalhadores;
  • Garantia efetiva, e já tornada pública pelo Governo, do pagamento pontual e integral do salário de julho;
  • Garantia efetiva, e já tornada pública pelo Governo, de que a situação acionista da Groundforce será resolvida muito em breve, ou pela venda das ações a um privado por parte do Montepio, ou por ação/intervenção do Estado Português e da TAP.

 

 

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