[weglot_switcher]

Trabalhadores da Microsoft ocupam sede em Washington em protesto por situação vivida em Gaza

Os protestos foram organizados pelo grupo ‘No Azure for Genocide’ (não Azure para Genocídio). O Azure é uma plataforma da Microsoft de computação em nuvem. Os protestantes acusaram os militares israelitas de utilizarem software da Microsoft para desenvolverem operações em Gaza e fazer vigilância aos palestinianos.
Pedestrians walk past a Microsoft Experience Center, following a global IT outage, in New York City, U.S. July 19, 2024. REUTERS/Kent J. Edwards
20 Agosto 2025, 14h05

Um grupo de antigos e atuais trabalhadores da Microsoft, e também membros da comunidade, revela o The Verge, ocuparam instalações da sede da empresa tecnológica, em Redmond (Washington). Este grupo, que a organização do movimento diz terem sido 50, de acordo com o The Verge, protestava contra o que dizem ser o uso de software da Microsoft pelos militares israelitas para que estes desenvolvam operações em Gaza e façam vigilância aos palestinianos.

O The Guardian diz que os protestantes declararam como ‘Free Zone’ (Zina Livre) o espaço ocupado nas instalações da Microsoft, e que mudaram o nome desse local de East Campus Plaza para ‘Martyred Palestinian Children’s Plaza’ (Praça das Crianças Palestinas Mártires na tradução portuguesa).

Os protestos foram organizados pelo grupo ‘No Azure for Genocide’ (não Azure para Genocídio). O Azure é uma plataforma da Microsoft de computação em nuvem.

O The Verge salientou que os protestantes tinham várias homenagens às perdas, em Gaza, e cartazes onde se poderia ler “Stop Starving Gaza” (Parem de matar de fome Gaza).

O The Verge lembra que este já não é o primeiro protesto que tem como alvo a Microsoft. Nos 50 anos do aniversário da tecnológica, um funcionário da empresa interrompeu o discurso do CEO da tecnológica responsável pela área da inteligência artificial, Mustafa Suleyman, apelando a que a empresa impeça que militares israelitas utilizem os produtos de inteligência artificial da Microsoft. Nesse mesmo dia tinha existido um protesto do género, de um outro funcionário da empresa, mas interrompendo o discurso do CEO da Microsoft. Ambos os funcionários acabaram despedidos. Um mês depois, funcionários da empresa acusaram a tecnológica de bloquear e-mails que continham as palavras Palestina, Gaza, Genocídio, Apartheid, e ‘IOF off Azure’, um termo que traduzido significa retirar as forças de defesa israelitas (IOF) do Azure.

O The Guardian já tinha avançado que a agência de vigilância militar israelita fazia uso do Azure para guardar gravações de chamadas telefónicas feitas por palestinianos nas zonas de West Bank e Gaza.

A Microsoft já tinha dito que abriu um inquérito sobre as alegações de que o Azure estaria a ser utilizado para fazer vigilância a palestinianos. Mas um porta-voz da empresa, citado pelo Guardian, refere que até ao momento “não foram encontradas evidências de que o Azure e as tecnologias de inteligência artificial da Microsoft tenham sido utilizadas para magoar pessoas no conflito em Gaza”.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.