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Trabalhadores da RTP e Lusa preocupados com futuro fazem protesto junto ao Conselho de Ministros

Hoje, 12 de março, os trabalhadores da Agência Lusa realizam uma greve parcial e concentrações em Lisboa e no Porto em defesa do serviço público e da liberdade de informação. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN participa hoje na concentração de trabalhadores da Lusa, entre as 11 e as 13 horas, em Lisboa, junto ao Conselho de Ministros, no Campus XXI.
12 Março 2026, 09h53

Hoje, 12 de março, os trabalhadores da Agência Lusa realizam uma greve parcial com concentrações em Lisboa e no Porto. O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, junta-se ao protesto em Lisboa (junto ao Conselho de Ministros) entre as 11h e as 13h.

As Comissões de Trabalhadores (CT) da RTP e da Lusa manifestaram preocupação sobre o futuro das duas empresas, considerando que o Governo tem sido pouco transparente nas políticas públicas anunciadas e tem criado um ambiente de incerteza.

Numa tomada de posição comum, as CT apontaram para a “falta de informações que deveriam ser claras e definitivas por parte do Governo sobre a eventual concentração da Lusa e da RTP num espaço comum”.

“As duas comissões de trabalhadores alertam que a junção das sedes no mesmo espaço pode vir a afetar a identidade dos respetivos órgãos de comunicação social, assim como o produto final do trabalho da televisão pública, da rádio pública e da agência de notícias”, pode ler-se no comunicado, também subscrito por outras organizações representativas dos trabalhadores da RTP e da Lusa, como Conselhos de Redação ou sindicatos.

Na tomada de posição comum, que ocorreu após uma reunião na terça-feira onde foi analisado o “atual contexto das políticas públicas que têm vindo a ser anunciadas pelo Governo e que visam ambas as empresas”, as CT comprometeram-se “a manter uma articulação permanente e avaliar a adoção de posições e iniciativas conjuntas”.

“Deste encontro resultou uma tomada de posição comum, responsável e inequívoca quanto à defesa da independência editorial, da autonomia institucional e da estabilidade das condições de trabalho nas respetivas entidades, pilares fundamentais para o cumprimento das missões de serviço público”, sublinharam.

As CT apelaram também à mobilização de todos os trabalhadores para as manifestações marcadas pela Lusa para esta quinta-feira, entre as 11h00 e as 13h00, que terão lugar em Lisboa, em frente à sede do Governo (Campus XXI), e no Porto, em frente à delegação da Lusa (Praça Coronel Pacheco, n.º 2).

Hoje, 12 de março, os trabalhadores da Agência Lusa realizam uma greve parcial e concentrações em Lisboa e no Porto em defesa do serviço público e da liberdade de informação.

O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, associa-se ao protesto junto ao Conselho de Ministros, para denunciar os riscos de ingerência política e governamentalização decorrentes do novo modelo de gestão imposto pelo Executivo.

Os profissionais contestam a exclusão das organizações representativas na elaboração dos novos estatutos, exigem a preservação da independência editorial e funcional da agência — rejeitando mudanças de sede ou sinergias prejudiciais — e reclamam a abertura imediata de negociações sobre o seu caderno reivindicativo.


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