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Trabalhadores da Tabaqueira preocupados com propostas da OMS veem milhares de empregos em risco

O SINDEL – Sindicato Nacional da Industria e da Energia alerta para as consequências que as novas propostas da Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanhada pela Comissão Europeia, podem ter para o emprego e a economia portuguesa, e apela ao Governo que tome uma posição. O SINDEL sublinha que “não questiona a importância da saúde pública, mas não se pode sacrificar o emprego e o sustento das famílias”.
20 Outubro 2025, 20h42

O SINDEL – Sindicato Nacional da Industria e da Energia alerta para as consequências que as novas propostas da Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanhada pela Comissão Europeia, podem ter para o emprego e a economia portuguesa, e apela ao Governo que publicamente tome uma posição.

O SINDEL sublinha que “não questiona a importância da saúde pública, mas não se pode sacrificar o emprego e o sustento das famílias”.

As recomendações atualmente em discussão para a 11.ª Conferência das Partes (COP11) da Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde para o Controlo do Tabaco (CQCT), que incluem a proibição da venda de tabaco com fins lucrativos, em bombas de gasolina, papelarias e lojas de conveniência, ou, ainda, a proibição de filtros, “representam uma ameaça direta a milhares de postos de trabalho em Portugal e a toda a cadeia de valor ligada ao setor”, diz o sindicato.

“Estamos a falar de medidas que, a serem aplicadas, podem acabar com postos de trabalho que afetam milhares de famílias e pôr em causa o futuro de uma das maiores indústrias exportadoras do país”, alerta o SINDEL.

A Tabaqueira, sediada em Albarraque, emprega diretamente cerca de 1.500 trabalhadores e garante mais de 3.000 empregos indiretos através de fornecedores, distribuidores e parceiros.

A empresa é uma das maiores exportadoras nacionais, com mais de 80% da sua produção destinada a mercados estrangeiros, e contribui anualmente com centenas de milhões de euros em impostos para o Estado português.

O sindicato realça que as medidas em cima da mesa colocam em risco toda a cadeia composta pelos trabalhadores industriais que produzem; pelos transportadores e distribuidores que asseguram a logística; pelos pequenos comerciantes e empresas de retalho que dependem das vendas legais de tabaco; e pelos serviços associados como limpeza, segurança e manutenção.

“O que a OMS está a propor – e a Comissão Europeia acompanha – é incompreensível. Querem proibir o lucro num setor que é legal, que paga impostos, que cumpre regras e que garante milhares de empregos. Isto é um ataque direto aos trabalhadores e à economia portuguesa”, defende o sindicato.

O SINDEL apela ao Governo português que “defenda de forma urgente e pública os interesses nacionais na COP11 e não aceite medidas cegas e ideológicas, que possam destruir um setor que tem cumprido as suas obrigações e tem vindo a investir continuamente na inovação e redução de riscos”.

O sindicato apela também à Tabaqueira para que “envolva os representantes dos trabalhadores neste debate e garanta a defesa dos postos de trabalho e da produção em Portugal”.

“Portugal não pode ser penalizado por políticas internacionais que ignoram a realidade económica e social dos países produtores. O futuro da indústria – e de milhares de famílias – não pode ser decidido em gabinetes distantes, sem ouvir quem trabalha todos os dias”, destaca o sindicato.

 


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