Trabalhadores e utentes dos transportes públicos protestam hoje em Lisboa

Trabalhadores e utentes dos transportes públicos protestam hoje, em frente à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, para exigir mais recursos no setor, lembrando que, nos últimos 15 anos, foram “destruídos 4.823 postos de trabalho”.

Promovida pela FECTRANS – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, a concentração de protesto, que se realiza pelas 17:00, reúne organizações de trabalhadores do setor dos transportes, nomeadamente sindicatos e comissões de trabalhadores, organizações de utentes e outras organizações sindicais.

Para “exigir mais trabalhadores e mais transportes”, o protesto surge no seguimento de uma tribuna pública, realizada em 25 de junho, no Cais do Sodré, em Lisboa, onde foi denunciado que, “nos últimos 15 anos, na CP – Comboios de Portugal, EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, IP – Infraestruturas de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa, foram destruídos 4.823 postos de trabalho, que fazem hoje falta para que os utentes tenham um serviço público de transportes com qualidade e que responda às suas necessidades”.

Neste âmbito, trabalhadores e utentes dos transportes públicos exigem a reposição dos trabalhadores que saíram nos últimos anos.

“Estivemos nesta tribuna pública a colocar um problema que é central para a resolução dos diversos problemas com que temos sido confrontados nas empresas de transportes”, explicou à Lusa o coordenador da FECTRANS José Manuel Oliveira, reafirmando que “é preciso haver investimentos”, mas defendendo simultaneamente que sejam admitidos cerca de 5.000 trabalhadores – os mesmos que entre 2004 e 2018 saíram da CP – Comboios de Portugal, EMEF, Infraestruturas de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Soflusa e Transtejo.

Nos últimos anos, nestas seis empresas públicas, saíram 4.823 trabalhadores, “o que corresponde a uma diminuição de 35% do efetivo total”, disse o dirigente sindical, lembrando que “são estes os trabalhadores que, no mínimo, fazem falta para assegurarem um serviço público regular, com qualidade e seguro” aos utentes dos transportes públicos.

José Manuel Oliveira alertou também para o facto de a situação “não se resolver com medidas pontuais, 10 trabalhadores aqui e 50 acolá noutra empresa”.

“Temos de olhar para aquilo que foi a evolução negativa nos últimos 15 anos […]. E a partir daqui começar, se quisermos ter uma solução para o problema e repor a capacidade de resposta destas empresas ao nível da procura, pois esta aumenta cada vez mais devido a uma medida que consideramos positiva, afirmou, referindo-se à redução do preços dos passes.

A FECTRANS entende que a redução de 35% do efetivo global das seis empresas ficou a dever-se “às políticas que foram seguidas”.

Ler mais
Recomendadas

PremiumRangel Pharma vai investir mais 12 milhões de euros

Após dez anos de atividade na logística farmacêutica, Nuno Rangel, CEO do Grupo Rangel, revela um plano de investimentos a cinco anos para quase duplicar a área de armazenagem e criar mais 130 empregos em Portugal.

PremiumCEO da Unicre: “Depois do Porto, estamos em conversas para pagamento ‘contactless’ nos transportes em Lisboa”

Pioneira nos cartões de crédito em Portugal, a Unicre lança um ‘rebranding’ para salientar a base digital, atrair clientes jovens e abrir portas a mercados internacionais, revela o presidente da empresa, João Baptista Leite.

PremiumTesla tem bateria de sobra para dar mais energia às ações

Em 2020, os títulos da Tesla já valorizaram mais 36%. Ao Jornal Económico, o banco de investimento Jefferies explica que a elétrica de Elon Musk tem muito mais para dar para além dos carros.
Comentários