Trânsito na fronteira de Vilar Formoso vai estar condicionado até ao final do ano

No dia de 30 de junho, próxima terça-feira, durante o período da manhã, irá proceder-se ao corte integral da A25 no sentido Espanha/Guarda, sendo o tráfego desviado para a rotunda e aí tomar o caminho pretendido, quer para a A25 quer para os acessos locais, um condicionamento que só deverá desaparecer no próximo ano.

Desde ontem, dia 26 de junho, que o trânsito na A25, no troço final de ligação à fronteira de Vilar Formoso, está condicionado, uma situação que a IP – Infraestruturas de Portugal diz que se irá manter até ao final do presente ano.

“No âmbito da empreitada para a construção do troço final da A25 de ligação entre Vilar Formoso e a fronteira, e tendo por base o desenvolvimento previsto da obra, será necessário implementar novos condicionamentos à circulação automóvel”, explica um comunicado da gestora da rede rovoviária nacional no seu ‘site’ oficial.

De acordo com essa informação, “dada a complexidade das alterações a adotar e de forma a minimizar os impactos para os condutores, a implementação deste condicionamento ocorrerá em duas fases”.

“Nesse sentido, no próximo dia 26 de junho, no período da tarde, será reaberta à circulação a saída para o nó de Vilar Formoso, ficando o trânsito da A25 (sentido Guarda/Espanha) obrigado a sair neste nó em direção à nova rotunda, do lado de Vilar Formoso, onde teremos todas as indicações para que os condutores possam prosseguir a sua marcha”, avança a referida nota informativa.

Assim, no dia de 30 de junho, próxima terça-feira, “durante o período da manhã, será necessário proceder ao corte integral da A25 no sentido Espanha/Guarda, sendo o tráfego desviado para a rotunda e aí tomar o caminho pretendido, quer para a A25 quer para os acessos locais”.

“Este condicionamento manter-se-á até ao final de 2020”, avisa a IP.

Desta forma, aquela que é considerada a principal fronteira terrestre do país irá ter o tráfego condicionado durante cerca de seis meses, em particular no período do verão, quando é muito procurada por emigrantes e turistas.

“Solicitamos a melhor compreensão pelos incómodos e inconvenientes que esta situação provoca, na certeza de estarmos a contribuir para a melhoria das condições de segurança da infraestrutura e fundamentalmente dos seus utilizadores”, avança o comunicado da IP.

Este é o segundo condicionamento de tráfego nas fronteiras terrestres de Portugal com Espanha anunciado pela IP nos últimos dias, depois do condicionamento de tráfego decidido pela gestora da rede rodoviária nacional na Ponte Internacional do Guadiana, entre Castro Marim/Vila Real de Santo António e Ayamonte, que o Jornal Económico avançou em primeira mão.

Recorde-se que, para a semana, na próxima quarta-feira, dia 1 de julho, está prevista uma cerimónia oficial de reabertura das fronteiras terrestres entre Portugal, que deverá contar com as presenças dos primeiros-ministros dos dois países, António Costa e Pedro Sánchez, assim como do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Rei de Espanha, Felipe VI.

Segundo os responsáveis desta empresa pública, os condicionamentos de tráfego na fronteira de Vilar Formoso devem-se à empreitada, em curso, para a concretização de “uma ligação transfronteiriça à A62 – Autovia de Castilla, com melhores condições de comodidade e segurança rodoviária”.

Esta empreitada envolve um investimento de 13,2 milhões de euros e compreende a execução de um troço com 3,5 quilómetros de extensão em perfil de autoestrada.

Está prevista a reformulação do atual nó de Vilar Formoso; construção de um viaduto com 330 metros de extensão, sobre a ribeira de Tourões; realização de dois ramos de acesso ao nó de Fuentes de Oñoro, já em território espanhol;
e criação de duas rotundas e de sete restabelecimentos que assegurarão a ligação com a rede viária local.

“A concretização deste investimento irá permitir a conclusão da A25, ligando o porto de Aveiro a Espanha através de autoestrada, e assegurar ao tráfego de longo curso, sobretudo de veículos pesados, uma via mais eficiente, com melhores condições de comodidade e de segurança na ligação com a Europa”, assegura a IP, acrescentando que “o referido investimento será objeto de apoio da União Europeia através do programa ‘Connecting Europe Facility (CEF)’, ao abrigo de contrato de cofinanciamento com uma comparticipação de 10%”.

A IP informa ainda que estão implementados os planos de contingência de mitigação da situação epidemiológica provocada pela Covid-19, definidos pela IP e pela empresa que está executar os trabalhos.

 

 

 

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