Tratamento da Astrazeneca demonstra resultados promissores no combate à Covid-19

O medicamento, denominado AZD7442 é uma combinação de dois anticorpos e a AstraZeneca demonstrou que reduz o risco de contrair COVID-19 grave ou morte em 50% dos pacientes não hospitalizados. Também provou ser tão eficaz como uma vacina em pessoas que nunca tiveram a doença

Reuters/DADO RUVIC

O tratamento de anticorpos da AstraZeneca contra a COVID-19 provou ser tão eficaz como uma vacina em não infetados, tendo também demonstrado capacidade de salvar vidas e prevenir doenças graves quando administrado aquando dos primeiros sintomas.

O medicamento, denominado AZD7442 é uma combinação de dois anticorpos e a AstraZeneca demonstrou que reduz o risco de contrair COVID-19 grave ou morte em 50% dos pacientes não hospitalizados que tiveram sintomas durante sete dias ou menos, conforme apontou a farmacêutica anglo-sueca, esta segunda-feira, em comunicado.

Segundo a empresa a redução do risco foi ainda superior em pacientes que iniciaram a terapia cinco dias após os sintomas iniciais e o “o AZD7442 reduziu o risco de desenvolver covid-19 grave ou fatal em 67% dos casos em comparação com os que tomaram um placebo”.

Sobre este tipo de tratamento, o vice-presidente executivo da Astrazeneca Mene Pangalos, disse em conferência de imprensa, que os resultados do estudo ao tratamento demonstra que este tipo de medicamento será uma alternativa com potencial às vacinas. “Se e quando for aprovado, será usado no ambiente de tratamento”, acrescentou, segundo a “Reuters”.

De recordar que, a 5 de outubro, a AstraZeneca pediu autorização à autoridade do medicamento norte-americana, Food and Drug Administration (FDA), para avançar com o tratamento com anticorpos com o objetivo de prevenir a doença.

Terapias semelhantes que utilizam anticorpos monoclonais estão a ser desenvolvidas pela Regeneron, Eli Lilly e GlaxoSmith Kline com o parceiro Vir. Essas terapias são aprovadas para uso de emergência nos Estados Unidos para tratamento contra a COVID-19 para pacientes com sintomas entre leve a moderado.

A terapia de Regeneron revelou ter 72% de proteção contra infeção sintomática na primeira semana. Por sua vez, o GSK-Vir mostrou uma redução de 79% no risco de hospitalização ou morte devido a qualquer causa, enquanto a terapia da Eli Lilly mostrou uma redução de 70% na carga viral ao sétimo dia em comparação com um placebo.

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