Tribunal de Madrid impede UEFA de agir contra empresa que assessora criação da Superliga europeia

No dia 1 de julho, o mesmo tribunal já tinha exigido à UEFA a anulação do que considera uma “sanção disfarçada” contra os nove clubes de futebol que se retiraram do projeto da Superliga.

Depois de instar a UEFA a anular as sanções a nove dos 12 clubes por detrás da Superliga europeia, o 17.º Tribunal de Comércio de Madrid rejeitou um recurso do órgão máximo do futebol europeu, impedindo-o de agir contra a A22 Sports Management, consultora desportiva que assessora a criação da Superliga.

A UEFA pretende excluir a sociedade da ação judicial dos clubes fundadores da Superliga contra a UEFA, pedindo que a A22 Sports Management não possa intentar ações pelos promotores da prova. Mas a justiça rejeitou o pedido.

“Enquanto o processo estiver pendente, poderá ser admitido como autor ou réu aquele que demonstrar ter interesse direto e legítimo no resultado da ação”, lê-se no despacho citado pelo espanhol ‘Palco 23’. Por isso, a A22 Sports Management, que assessora os clubes fundadores na conceção, promoção e financiamento da Superliga europeia, pode continuar ao lado dos emblemas na ação contra a UEFA.

No dia 1 de julho, o mesmo tribunal já tinha exigido à UEFA a anulação do que considera uma “sanção disfarçada” contra os nove clubes de futebol que se retiraram do projeto da Superliga. A justiça espanhol pediu também que o organismo europeu de futebol “se abstenha de tomar qualquer outra medida semelhante no futuro” e exortou a UEFA a cancelar o processo disciplinar contra o Real Madrid, o Barcelona e a Juventus, que tinham sido suspensos pelo organismo europeu, considerando que foi um “desrespeito flagrante” da sua própria decisão de abril passado de proibir qualquer sanção.

Em abril, o 17.º Tribunal de Comércio de Madrid já tinha proibido a UEFA de tomar medidas retaliatórias ou de excluir os 12 clubes fundadores da Superliga das competições organizadas pelo organismo europeu. No entanto, a 7 de maio, a UEFA anunciou sanções, maioritariamente financeiras, contra os nove clubes com os quais afirmou ter chegado a um acordo, na sequência das desculpas apresentadas e do reconhecimento do seu “erro”.

O projeto de criação da Superliga europeia foi anunciado a 18 de abril, num comunicado conjunto dos fundadores AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter de Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham.

Após a contestação que o anúncio gerou, Tottenham, Arsenal, Manchester City, Manchester United, Chelsea, Liverpool, Atlético de Madrid, Inter de Milão e AC Milan deixaram oficialmente o projeto e, em seguida, concordaram com uma série de “medidas de reintegração” propostas pela UEFA.

As medidas incluem a perda de 5% das receitas das competições da UEFA durante uma época, uma doação global de 15 milhões em projetos ligados ao futebol de comunidades locais ou uma multa de 100 milhões de euros.

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