Melania Trump, mulher de Donald Trump e por isso primeira-dama dos Estados Unidos, irá presidir, de acordo com a Casa Branca, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, representando o país na presidência rotativa mensal daquele órgão. Era esta, pelo menos, a intenção do marido, que entretanto liderou o país no ataque ao Irão, o que talvez venha alterar qualquer coisa.
Num comunicado divulgado na passada quarta-feira (o ataque só teria lugar no sábado seguinte, mas com certeza já estava preparado), o gabinete de Melania sublinhou que a iniciativa pretende enfatizar “o papel da educação na promoção da tolerância e da paz mundial”. A sessão, marcada para a noite desta segunda-feira, terá como tema ‘Crianças, Tecnologia e Educação em Conflito’.
A presidência do Conselho de Segurança roda mensalmente entre os 15 países membros (permanentes e não-permanentes), e a função é desempenhada pelo embaixador do país junto da ONU ou por um alto responsável governamental. Desta vez, Washington optou por designar a primeira-dama.
Citado pela imprensa, Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, confirmou que esta será a primeira vez que uma primeira-dama preside formalmente a uma reunião do Conselho de Segurança. A reunião deverá contar com a presença do embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, bem como de outros representantes internacionais.
Enquanto primeira-dama, Melania Trump tem concentrado a sua ação em causas relacionadas com a infância. Em 2018 lançou a iniciativa Be Best, dedicada ao bem-estar das crianças. Mais recentemente, tem destacado esforços para apoiar o regresso de crianças ucranianas alegadamente levadas pela Rússia desde o início da guerra em 2022.
A primeira-dama foi também recentemente protagonista de um documentário: ‘Melania’, que estreou em Portugal no início de fevereiro, e que retrata a sua vida. ‘Melania’ teve estreia mundial a 30 de janeiro, foi produzido pela Amazon MGM Studios com a Muse Films, produtora criada pela ex-modelo e mulher de Donald Trump. O projeto realizado por Brett Ratner envolveu um investimento de 75 milhões de dólares, um valor recorde para um documentário. Quase metade do orçamento foi destinado a uma massiva campanha de marketing para a estreia em 3.300 salas de cinema só nos Estados Unidos.
Depois do filme, os estúdios preparam-se para lançar uma série televisiva documental, a estrear-se no final deste ano. A imprensa especializada norte-americana dá conta de que o filme teve sete milhões de dólares de receita de bilheteira nos Estados Unidos, o que representa a melhor estreia para um documentário na última década. “Melania” representa ainda um regresso do realizador Brett Ratner ao cinema, do qual estava afastado desde 2017, quando foi acusado por várias mulheres de conduta sexual imprópria; acusações que sempre negou.
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