Trump prepara-se para conceder 100 indultos no último dia do mandato

A possibilidade de Trump conceder perdões a si próprio, aos filhos e até ao advogado pessoal Rudy Giuliani depois dos tumultos no Capitólio, a 6 de janeiro, está em cima da mesa, embora os assessores próximos do presidente garantam o contrário.

Gerald Herbert/AP Photo

A três dia da tomada de posse do presidente eleito Joe Biden e da vice Kamala Harris, o ainda presidente dos Estados Unidos prepara-se para avançar com cerca de 100 indultos e comutações, esta terça-feira, o último dia de Trump enquanto inquilino da Casa Branca.

De acordo com a notícia avançada pela “CNN”, esta manhã, um grande lote de ações de clemência inclui criminosos de colarinho branco e rappers famosos. Segundo três fontes próximas do chefe de Estado, a Casa Branca reuniu-se este domingo para finalizar os processos e, para já, não há indicações de que o próprio Donald Trump esteja incluído na lista.

Entre os indultos, encontra-se o nome de Salomon Melgen, médico acusado de fraude fiscal.

Trump, que tem vindo a distribuir indultos e comutações a um ritmo acelerado já antes do Natal, abrandou o passo logo depois dos tumultos no Capitólio, no dia 6 de janeiro. Os assessores consultados pela estação televisiva indicaram que o ainda presidente estava focado na contagem do Colégio Eleitoral nos dias que se antecederam — que confirmaram a eleição do candidato democrata no Senado —, impedindo-o de tomar decisões finais sobre indultos. Os funcionários da Casa Branca esperavam que os trabalhos fossem retomados após o episódio que marcou um ataque à democracia norte-americana, mas Trump recuou depois de ser acusado de incitar os distúrbios.

“Vemo-nos em Washington. Vai ser de loucos”. Apelo de Trump acabou num dos dias mais negros da democracia norte-americana

Inicialmente, estavam preparados para serem lançados dois conjuntos de perdões: um no final da semana passada e outro esta terça-feira. Agora, as autoridades esperam que o último lote seja o único, a menos que Trump decida, ao último minuto, conceder indultos a aliados controversos, membros de sua família ou até mesmo a si próprio.

A possibilidade está agora em cima da mesa depois de os distúrbios em Washington terem resultado num segundo impeachment de Trump. Embora tenha recebido o parecer positivo na Câmara de Representantes, que tem ainda a maioria democrata, no Senado a história é diferente uma vez que os republicanos ainda controlam a câmara alta.

Além de estar em aberto a possibilidade de um indulto a si próprio, analistas consideram que os seus filhos e o advogado pessoal Rudy Giuliani poderão ser incluídos também, embora os assessores próximos do presidente garantam o contrário.

 

Ler mais
Recomendadas

PremiumExploração espacial: Todos os caminhos vão dar a Marte

O planeta vermelho está por estes dias cheio de trânsito: três missões – dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes Unidos – evoluem em paralelo, na tentativa de darem a perceber melhor as suas caraterísticas, até porque a NASA pretende trazer amostras recolhidas pela Perseverance de volta para a Terra. Entre o sonho humano de chegar sempre mais longe e a vontade política de comandar esse sonho, Marte é a próxima fronteira.

PremiumPablo Hasél: Rap para aquecer as noites frias do inverno catalão

Um rapper está preso desde o dia seguinte às eleições na Catalunha. Não será motivo suficiente para explicar o incêndio que volta a devastar Barcelona: o impasse político com Madrid mantém-se e parece mesmo ter possibilidade de aumentar. Entretanto, ainda ninguém sabe como será o próximo governo da autonomia.

Pokémon comemora 25 anos em alta com ajuda da pandemia

O vídeojogo Pokémon, uma das franquias globais mais bem sucedidas, assinala hoje 25 anos da estreia no Japão, agora reforçado pela pandemia da covid-19 que tem impulsionado o entretenimento digital.
Comentários