Trump vai vender 2,7 mil milhões de euros em helicópteros militares à Índia

O Presidente norte-americano foi acompanhado no seu discurso pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante o evento chamado “Namaste Trump” (“Saudações, Trump”), uma das maiores receções oferecidas na Índia a um presidente estrangeiro.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que vai vender helicópteros militares à Índia no valor de 2,7 mil milhões de euros, à chegada à cidade de Ahmedabad, para uma visita oficial de dois dias àquele país.

“Tenho o prazer de anunciar que amanhã [terça-feira], os nossos representantes vão assinar acordos para vender os helicópteros mais avançados e outros equipamentos às Forças Armadas indianas no valor de mais de 3 mil milhões de dólares [2,7 mil milhões de euros]”, afirmou Donald Trump, antes de um comício no novo estádio de Motera, onde se concentraram mais de 100.000 pessoas, de acordo com a organização.

O Presidente norte-americano foi acompanhado no seu discurso pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante o evento chamado “Namaste Trump” (“Saudações, Trump”), uma das maiores receções oferecidas na Índia a um presidente estrangeiro.

Modi deu a Trump uma receção jubilosa com milhares de pessoas nas ruas, incluindo um desfile de centenas de dançarinos e músicos em trajes tradicionais coloridos.

A visita do líder norte-americano acontece depois de um ano de atritos comerciais entre os dois países, com a imposição de taxas mútuas e a decisão dos Estados Unidos de retirar a Índia, a partir de junho passado, do Sistema de Preferências Generalizadas, que proporciona reduções tarifárias em vários produtos.

“Ele é um negociador muito duro”, disse Trump referindo-se a Modi.

“Estamos a fazer um grande acordo comercial, muito, muito importante, dos maiores jamais feitos”, afirmou Donald Trump, embora tenha admitido que os EUA e a Índia ainda estão “na primeira fase das discussões”.

Durante o seu discurso no estádio de críquete, Trump enfatizou repetidamente a ligação entre a Índia e os Estados Unidos.

“Em apenas 70 anos de independência, a Índia tornou-se um gigante económico e a maior democracia que já existiu”, garantiu.

O primeiro-ministro indiano sublinhou, por seu lado, que os dois países têm “um relacionamento próximo” e que a visita de Donald Trump marca “um novo começo nos laços entre a Índia e os Estados Unidos”.

O Presidente norte-americano e a primeira-dama, Melania Trump, chegaram hoje a Ahmedabad, no estado ocidental de Gujarat, onde Modi nasceu, e visitaram o lugar emblemático onde o pacifista mahatma (grande alma) Gandhi viveu durante vários anos.

Depois seguiram para o estádio de críquete de Motera, passando por milhares de pessoas concentradas ao longo do percurso, tendo Trump viajado, entretanto, para a cidade de Agra, para visitar o icónico mausoléu Taj Mahal, antes de partir para Nova Delhi, onde cumprirá, na terça-feira, a maior parte da sua agenda.

Nova Delhi foi precisamente o palco de confrontos hoje entre manifestantes pró e contra uma nova lei de cidadania, que obrigou a polícia indiana a usar granadas de gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.

A nova lei de cidadania permite a naturalização acelerada a algumas minorias religiosas nascidas fora do país, mas não a muçulmanos.

Manifestações de rua anti-Trump foram registadas em Delhi, mas também em Kolkata, em Hyderabad e em Gauhati.

O Presidente norte-americano afirmou, no entanto, que nunca se esquecerá da “incrível hospitalidade” das pessoas de Ahmedabad, enquanto sublinhava que Modi é “um líder tremendamente bem-sucedido” que transformou o país.

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