Turismo desportivo movimenta 1,8 mil milhões de euros por ano mas poderá não recuperar até 2023

O turismo desportivo estava em crescimento estabilizado nos últimos anos, movimentando 1,8 mil milhões de euros, crescendo anualmente 30%.

A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo no setor global do turismo e, naturalmente, no turismo desportivo. As previsões para 2019 apontavam para um crescimento de 30% para 2020, mas o confinamento e as medidas restritivas fruto do novo coronavírus acabaram por estagnar um setor que move 1,8 mil milhões de euros ao ano, informa o portal “Palco 23”.

Segundo as previsões do Barómetro Mundial do Turismo, o setor só conseguirá recuperar até 2023. O turismo desportivo estava em crescimento estabilizado nos últimos anos, movimentando 1,8 mil milhões de euros, crescendo anualmente 30%. A consultora ‘Report Linker’ apontava que, até 2027, esse número pudesse atingir os 12,3 mil milhões de euros, mas depois do impacto da pandemia a previsão foi revista e estima-se que no prazo de sete anos possa atingir os 12 mil milhões de euros.

O novo normal do turismo internacional vai demorar entre dois anos e meio a quatro anos para estabilizar. A extensão da situação atual produzida pela Covid-19 continuará em 2021 e a tendência será baseada nas regulamentações de cada país para combater a pandemia, restrições de movimento, disponibilidade da vacina ou tratamento e recuperação da confiança dos viajantes.

A previsão da Organização Mundial do Turismo (OMT) aponta para uma queda da procura próxima de 70%, sobretudo marcada pelas restrições de viagens que alguns destinos estão a reintroduzir. A procura por viagens e a confiança do consumidor continuarão baixas, assim como no resto do ano. A redução do turismo internacional significa uma perda de 395 mil milhões de euros.

A Europa foi a segunda região mais afetada, registando uma queda de 66% no número de turistas que visitam o continente. A área da Ásia e do Pacífico, o primeiro território que sentiu o impacto da Covid-19 no turismo, acumula uma redução de 72% no número de turistas no período entre janeiro e junho de 2020.

As seguintes áreas mais afetadas foram África e o Médio Oriente, ambas registaram quedas de 57% no turismo internacional, enquanto a América do Norte teve uma queda de 55%.

A nível sub-regional, o Nordeste Asiático e o Sul da Europa Mediterrânea sofreram quedas de 83% e 72%, respetivamente. Alguns mercados de origem, como os Estados Unidos e a China, permaneceram paralisados, enquanto outros, como a França e a Alemanha, já mostraram alguma melhoria em junho.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, explicou que o impacto da pandemia no turismo é profundo. Pololikashvili tem garantido que em muitas partes do mundo é possível fazer viagens internacionais de forma responsável e segura. O secretário-geral da OMC afirmou que “é imperativo que os governos trabalhem em estreita colaboração com o setor privado para colocar o turismo mundial de volta no caminho certo”.

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