Turismo em Portugal com quebra acima de 80% em junho

Portugueses representaram 81,2% do total das dormidas em julho. As dormidas de residentes diminuíram quase 60% em junho, com as de não residentes a recuarem 96%.

O setor do alojamento turístico português registou uma ligeira melhoria no mês de junho face aos meses anteriores afetados pela pandemia. No total, o mês em que se iniciou o verão totalizou 500,5 mil hóspedes e 1,1 milhões de dormidas, o que corresponde a uma variação de -81,7% e -85,1%, respetivamente face ao período homólogo.

No entanto, analisando os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta segunda-feira, 3 de agosto, as dormidas dos residentes em Portugal não sofreram quedas tão grandes.

As dormidas de residentes terão diminuído 59,8% em junho (-85,9% em maio), enquanto as de não residentes decresceram 96%, quando se tinha fixado em -98,4% no mês anterior.

As dormidas de portugueses atingiram 869,6 mil, representando 81,2% do total das dormidas no mês em análise, sendo que as dormidas de não residentes se fixaram em 201,3 mil.

No mês em análise, 45,2% dos estabelecimentos de alojamento turísticos permaneceram encerrados ou não registaram movimento em termos de hóspedes. De acordo com os estabelecimentos contactos pelo INE, 62,6% dos alojamentos, que representam 78,6% da oferta nacional, assinalaram que a pandemia “motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de junho a outubro de 2020, maioritariamente dos mercados nacional e espanhol”.

Apesar da pandemia da Covid-19 ter afetado a procura por alojamento, “a maioria dos estabelecimentos (57%) não prevê alterar os preços praticados face ao ano anterior”, enquanto 34,9% dos estabelecimentos admite reduzir preços, sendo que a maioria destes espaços se encontram localizados na Área Metropolitana de Lisboa (58,8%) e no Algarve (54,5%).

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