Uber e Glovo são usadas para traficar droga em Portugal

As plataformas garantem que têm mecanismos para deteção de criminalidade nesse sentido e cooperação com as autoridades e de automática demissão dos motoristas.

Os três pontos estratégicos do tráfico de droga em Portugal, e que fornecem o resto do país, são as regiões do Algarve, Lisboa e Porto. Os dealers utilizam inclusive menores para o processo de entrega dos estupefacientes, mas os métodos estão cada vez mais digitalizados, segundo escreve este sábado o jornal “Expresso”.

Segundo um relatório da Polícia de Segurança Pública (PSP), a que o semanário do grupo Impresa teve acesso, a pandemia intensificou as “encomendas” feitas através de aplicações como o WhatsApp, Signal, Messenger ou Telegram e os fornecedores passaram a entrega-lás ao domicílio, aproveitando e utilizando “ilicitamente as plataformas de distribuição, tais como a Uber ou a Glovo”.

As plataformas, contactadas pelo matutino, garantem que têm mecanismos para deteção de criminalidade nesse sentido e cooperação com as autoridades e de automática demissão dos motoristas.

A droga adquirida é geralmente paga através “de diversas plataformas digitais, como o MB Way, o Revolut ou o PayPal”, de acordo com o documento interno da PSP que foi coordenado pelo Núcleo de Análise Criminal.

Recomendadas

Emissões de gases com efeito de estufa aumentaram 18% na União Europeia

Os responsáveis pela maior parte das emissões de gases com efeito de estufa foram a indústria e construção, o fornecimento de eletricidade e a agricultura (14%), divulga o Eurostat.

Projeto de 31 milhões de euros para proteção florestal vai beneficiar 15 mil hectares

O projeto terá em conta também a redução do risco de incêndio, com a diversificação e combinação de espécies, criação de faixas de gestão de combustível e vigilância regular.

Patrícia Akester defende que dissolução do Parlamento é oportunidade para rever proposta sobre direitos de autor

A dissolução da Assembleia da República interrompeu o processo de transposição da Directiva dos Direitos de Autor para a legislação portuguesa. Em entrevista ao JE, a especialista Patrícia Akester defende que esta é uma oportunidade para “melhorar a proposta”.
Comentários