Aderir à União Europeia (UE) não é algo que possa ser feito em alguns meses, mas a Ucrânia faz parte “da Europa” na qual é bem-vinda, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, esta segunda-feira.
“E não é porque acordamos num mundo diferente agora que isso vai mudar porque a União Europeia sempre foi uma casa de portas abertas”, disse Baerbock segundo a “Reuters”.
Annalena Baerbock acrescentou que a adesão da Ucrânia não significaria que a UE deseja separá-la da Rússia, mas refletiria o desejo de muitos ucranianos. O bloco europeu não é o único órgão que procura preservar a paz e a segurança a que os países podem aderir, acrescentou.
As declarações da governante alemã surgem numa altura em que o presidente ucraniano está a pedir uma rápida adesão à UE.
“O nosso objetivo é estar com todos os europeus e, o mais importante, ser igual. Tenho certeza de que é justo. Tenho certeza de que merecemos”, disse Zelenskiy num discurso em vídeo compartilhado nas redes sociais.
Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen defendeu a adesão da Ucrânia à União Europeia.
“Temos um processo com a Ucrânia que serve para integrar o mercado ucraniano no mercado único. Temos uma cooperação muito próxima na rede energética, por exemplo. Tantos tópicos em que estamos a trabalhar muito proximamente. Eles pertencem-nos. Eles são um de nós e nós queremo-los”, disse Ursula von der Leyen em entrevista à “Euronews”.
Ao quinto dia de invasão começaram as negociações com a Rússia e por volta das dez da manhã a delegação russa já se encontrava no ponto de encontro, a Bielorrússia.
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